Deb
A semana passou sem grandes
novidades, apesar de eu sentir que o Diego anda um pouco distante, sempre
imerso em pensamentos e em alguns momentos ele me olha como se tivesse algo
para falar. Em contra partida, fisicamente estamos mais colados do que nunca.
Essa semana inteira dormimos juntos. Eu também ando com a mente pesada, fico
lutando contra a vontade de contar para ele tudo sobre o Léo e a vergonha que
sinto em saber o quanto fui inconsequente de confiar de olhos fechados em um
homem. Eu sinto que se tem alguém que vai me entender e não vai me julgar sobre
esse assunto, este é Diego só não estou pronta ainda para contar.
Hoje é sábado e estamos na
casa da Anne, após o jantar o Tiago pediu ela em casamento e contou que eles
vão ter gêmeos. Fiquei muito feliz por eles, depois de tudo que passaram
merecem ser felizes. Ainda estamos todos sentados a mesa, pois eles falaram que
as novidades ainda não acabaram.
- Deborah e Diego. – Anne
fala me tirando da minha reflexão. – Eu e o Ti conversamos e queremos vocês
como padrinhos de nosso casamento e de um dos gêmeos.
- Ahhhhh, Anne. – Eu choro
levantando da cadeira para abraçá-los. – Muito obrigada pelo convite. Eu aceito
com muito prazer.
Falo passando a mão na
barriga dela que não estar muito grande porém, já dá para ver. Solto a Anne e
abraço o Tiago.
- Juízo, viu moço? Cuide
muito bem dessa turma ou o próximo soco que ira receber será meu. – Falo
tentando soar brava, mas não consigo e ele acaba rindo. – Está duvidando que
sou capaz de te dar uma surra? – Pergunto com as duas mãos na cintura.
- É realmente difícil
imaginar alguém tão doce como você batendo em quem quer que seja. – Ele fala e
me abraça novamente. – Obrigado por aceitar o nosso pedido e obrigado também
por ficar ao lado da minha Anne durante todos esses anos.
- Agora já chega. Pode soltar
o que não é seu. – Diego fala, tirando as mãos do Tiago dos meus ombros. – E só
para constar, a Deb pode até não consegui te dar um soco, mas eu te quebro em
dois se tu machucar a Anne novamente. - Eles apertam as mãos em cumprimento
mantendo certa distancia.
- Tudo bem compadre. Está
autorizado a bater com a minha cabeça na parede até que eu entre em coma se por
um acaso voltar a fazer a Anne sofrer. – Tiago diz sorrindo para Diego, que
sorri de volta.
- Homens, resolvem tudo na
base da porrada. – Anne resmunga pra mim e ambas rimos, antes que ela volte a
falar. – Agora nós vamos anunciar os padrinhos do outro gêmeo.
- Isso mesmo. Depois de
conversarmos, Anne e eu escolhemos você Beca e meu sogro favorito como
padrinhos de um dos gêmeos. – Tiago falou sorrindo e levou uma cotovelada de
Anne pela palhaçadinha do sogro favorito.
- Jura? Eu? – Rebeca
perguntava incrédula e visivelmente emocionada. – Vocês não acham que é um
pouco estranho a ex mulher do Ti ser madrinha de um filho dele?
- Você nunca foi minha
mulher. Você sempre foi minha amiga e nada mais justo do que escolher uma amiga
para madrinha do meu filho. – Ele respondeu e lhe deu um abraço.
Anne estava com lágrima nos
olhos.
- Beca, não existe maneira
melhor de te agradecer pelo que fez por nós, do que te dar um filho meu para
que você batize. Ser madrinha é ser a segunda mãe. Sem a sua intervenção, uma
hora dessas eu estaria sozinha e sem o meu Ti. – Agora as lágrimas escorriam
livres em seu rosto.
- Pequena. - Seu José chama
Anne. – Eu me sinto emocionado por ser escolhido para ser padrinho, mas sou
obrigado a recusar. Já sou avô e isso é muito mais do que qualquer outra coisa.
Escolha outra pessoa para também fazer parte da vida do bebê. Eu já estarei
presente sempre, sem ter a necessidade de ser padrinho.
- Pai...
- Está resolvido. – Seu José
não deixou margem para uma discussão.
- Está bem. – Anne respondeu
e abraçou seu pai com carinho.
Senti uma ponta de inveja da
relação que eles têm um com o outro. Não consigo lembrar quando foi a ultima
vez que meu pai me deu um abraço, para falar a verdade, não lembro quando foi a
ultima vez que ele me deu um sorriso, quem dirá um abraço.
- Droga, já podia me ver na
igreja com o José. – Rebeca fala baixo ao meu lado e sorri. – Eu adoraria ficar
de braço dado com ele na igreja. Eu adoraria ficar com ele e ponto.
Eu sorrio de volta.
- Você está dando em cima do
Seu José a noite toda ou é impressão minha? – Perguntei curiosa.
- Estou tentando, mas o homem
é mais escorregadio que sabonete na banheira. – Ela fala baixinho ao meu lado.
- Você já parou para pensar
que ele pode não querer se envolver com uma mulher mais nova?
- Já pensei e mesmo assim não
vou desistir.
- Só me resta de desejar boa
sorte, mas já te aviso que Seu José é mais cabeça dura que a Anne.
- Seu José... – Rebeca repete
e sorri. – Quem dera ele fosse meu.
Ambas rimos e continuamos a
conversa.
- O que minhas comadres tanto
conversam e riem. – Anne se aproxima e pergunta.
- Estamos falando de tudo um
pouco. – Respondo, sem saber se posso contar do interesse de Rebeca pelo pai da
Anne.
- Estamos falando de tudo um
pouco e falando muito do gelo que seu pai está me dando. – Rebeca fala
descaradamente.
- Se quiser alguma coisa com
aquele teimoso, vai ter que ser muito insistente. – Anne responde sorrindo e dá
uma piscadinha para Rebeca.
- Insistente e persistente
são minhas melhores qualidades, além de um par de seio, uma bunda empinada e
meus lindos olhos azuis.
Caímos na gargalhada e
ficamos conversando por mais algum tempo. Até marcamos um dia de meninas no
shopping. Quando estamos acertando os detalhes, Diego me convida par irmos
embora.
- Di, não são nem onze horas
e você já quer ir pra casa? – Perguntei.
- Quero te levar em um lugar
antes de irmos para casa. – Ele responde e me dá o seu sorriso mais perverso.
Sinto minhas pernas
amolecerem e meu coração disparar. Me aproximo dele e sussurro.
- O que você pensa em fazer
comigo?
O sinto ficar duro e suas
mãos passam em minha cintura, me erguendo e ficamos com os olhos na mesma
altura. Ele então cola a boca em meu ouvido e sussurra de volta.
- Vou te fazer gritar, gemer
e gozar, enquanto eu estou enterrado dentro de você.
Seu sussurro rouco em meu
ouvido já seria o suficiente para me fazer ficar molhada, mas ouvir o que ele
quer fazer comigo e sentir seu membro pressionado contra mim, me faz ficar em
chamas.
- Vamos embora de uma vez. –
Eu digo olhando em seus olhos e vejo a mistura de diversão e desejo.
Alguns minutos depois de nos
despedirmos de todos, estamos entrando em seu carro.
Ele dirige por uns dez
minutos até chegar a beira-mar de São José e então para o carro.
- Você quer dar uns pegas no
carro? – Pergunto.
- Não. Sou grande demais para
conseguir fazer isso sem ficar dolorido. – Ele disse e sorri. – Parei aqui por
que quero te fazer uma pergunta antes de seguirmos até onde quero te levar.
Ele me encarou profundamente
e eu mantive em silêncio.
- Você confia em mim, Deb? –
Ele perguntou sério.
- Depende. Por quê? O que
você quer fazer? – Eu estava curiosa e com uma leve pitada de medo.
- Quero te levar para
conhecer uma casa de swing.
- Di, eu não sei...
- Deb, é só conhecer. Ver
como é. Você não vai fazer nada que não queira.
- Di, eu não sei. Não sei nem
se estou vestida direito para ir lá. – Eu disse e senti ele passar os olhos
pelo meu cabelo que está solto e completamente liso, minha blusa preta de manga
longa e com detalhes que parecia deixar os ombros de fora e minha saia vermelha, se demorando em minhas
pernas expostas e finalizando em meu scarpin preto de salto alto.
- Vou ter que ir armado para
tirar todos os homens de cima de você.
Sorri e me inclinei para lhe
beijar.
- Eles podem me olhar o
quanto quiser, no fim da noite é nos seus braços que vou estar.
Ele me beijou com paixão e
com um suspiro separou nossos lábios.
- Vamos de uma vez, antes que
eu repense sobre transar no carro.
Eu sorri para ele enquanto
ele guiava o carro de volta à rua e seguia em direção a tal casa de swing.
Que Deus me ajude.
***
Diego
É loucura.
Eu sei que é loucura levar a
Deb para uma casa de swing. Eu sei disso, mas preciso ver como ela vai se
comportar ao ter vários homens olhando-a. Quero ver se por trás desse rosto
angelical se esconde uma mulher incapaz de ser fiel. Se for esse o caso, ao ter
toda a atenção masculina, que sei que ela terá, ela vai acabar demonstrando o
que ela é de verdade. É um teste para ela.
É um teste para mim também.
Quero ver como vou me sentir
quando Deb estiver sob o olhar desejoso de outros homens. Acho que não será uma
boa ideia. Só de pensar nisso, sinto meu corpo ficar tenso, mas preciso saber.
Quero saber como nós dois vamos nos comportar.
Ao chegar no local, vou
direto para o estacionamento privativo da casa e entrego meu carro ao
manobrista. Pego na mão de Deb e sinto que está fria e úmida.
- Fica calma. É como uma
balada comum, só com a diferença é que você verá gente pelada e transando pelos
cantos.- Tento brincar com ela.
- Ok então. – Ela responde e
tenta sorrir.
Ainda segurando sua mão,
caminho com ela e entramos na recepção da casa. Logo que entramos vejo a
decoração tão conhecida por mim. A recepção é constituída de um balcão para
duas atendentes, há uma televisão onde se apresentam alguns avisos e
propagandas dos próximos eventos da casa, há também duas poltronas para os
clientes e uma porta que dá diretamente a parte interior da casa, onde
realmente as coisas acontecem. Toda a recepção possui uma iluminação baixa,
dando um ar mais intimo ao local.
Caminho até o balcão, com Deb
ao meu lado e logo reconheço as duas recepcionistas, Vitória e Stefani. Stefani
além de recepcionista é promoter da casa e minha conhecida de outros carnavais.
- Olá meninas. – Saudei-as
- Diego. – As duas falam ao
mesmo tempo e sorriem.
- Quanto tempo querido. –
Stefani diz enquanto dá a volta no balcão e vem me dar um beijo no rosto e um
abraço. Logo ela se afasta para cumprimentar Deb. - Olá, prazer. Sou a Stefani promoter da casa e
aquela ali é a Vitória.
- Oi, sou a Deb. – Ela
respondeu sem jeito.
- Se o motivo de você nunca
mais ter vindo for essa belezura, então foi um bom motivo. – Stefani diz, ainda
olhando para Deb.
- Exatamente por causa dela.
– Respondi e passei meu braço sobre os ombros da Deb e a puxei para mais perto
de mim.
- Você conhece a casa, mas a
Deb aqui não. Quer que eu apresente ou você apresenta?
Pensei um pouco e por fim
escolhi a opção que julguei que faria a Deb mais a vontade.
- Acho que ela pode ir com
você e eu vou pegar a nossa mesa.
- Excelente. – Stefani fala
animada.
Apesar do olhar duvidoso de
Deb, dou-lhe um beijo nos lábios e fico olhando quando Stefani sai de braço
dado com Deb, conversando e rindo.
Me detenho no balcão da
recepção dando nosso nomes e pegando nossa comanda. Troco algumas palavras com
Vitória e logo em seguida entro efetivamente na casa.
Enquanto Deb está no andar
superior aonde há os quartos, eu sigo no andar inferior onde há as mesas, o
bar, a pista de dança e os palcos com pole dance. Converso com um dos garçons
que me leva até uma mesa desocupada e enquanto ele vai buscar uma água para
mim, avalio o público que já está no local.
Como é noite de sábado, hoje
só haverá casais e mulheres solteiras. Nada de homens desacompanhados, mas isso
não faz a noite menos picante, muito pelo contrário. O s homens casados são
muito mais afoitos por carne nova, e
é por isso que trouxe Deb. Preciso saber como ela se comporta.
Cerca de quinze minutos
depois de eu me instalar em nossa mesa, Deb e Stefani voltam rindo e
conversando como se fossem velhas amigas.
- Diego, onde você encontrou
essa criatura maravilhosa? – Stefani pergunta assim que chega a mesa.
- Ela esteve durante muitos
anos embaixo do meu nariz e eu não vi, mas estou tratando de reparar esse erro,
- Respondi, enquanto colocava Deb sentada em meu colo.
- A cegueira foi mutua. – Deb
diz sorrindo.
Deb, meu bem, sinta-se à
vontade e se precisar de qualquer coisa é só me avisar. Agora preciso voltar ao
trabalho. – Stefani se despede, dá dois beijinhos em Deb e se retira.
Assim que ela sai, vejo que
conversa com um garçom que em seguida nos trás uma garrafa de espumante por
conta da casa, como boas vindas ao casal.
- Pelo visto Stefani gostou
mesmo de você. – Digo depois que o garçom se afasta.
- O sentimento foi mutuo. Ela
é ótima e me fez ficar bem mais calma.
- Que bom. – Dou um beijo em
seu pescoço antes de voltar a falr. – Eai, o que está achando?
- Até agora está tudo
tranquilo. É como se fosse uma balada, só que com quartos no andar de cima.
- E o que você achou dos
quartos? – Perguntei curioso.
- Os quartos onde dá pra ver
de fora pra dentro e os quartos abertos não me chamaram muito a atenção, os
quartos das sensações me deixaram bem curiosa, mas o quarto escuro, bem... Esse
me pareceu ser o melhor de todos. – Ela responde e fica vermelha.
Enquanto ela fala, imagino-a
em cada um dos quartos e tenho que me controlar para não ter uma ejaculação
precoce. Imagino como seria fodê-la nos quartos de voyeurismo, onde há treliças
que deixam quem está de fora do quarto, ver quem está dentro do quarto, ou quem
sabe poderia ser mais excitante possuí-la em um dos quartos abertos onde há
camas imensas e onde se realizam algumas das cenas mais quentes e malucas da
casa. Tento não me animar muito com esses quartos, já que ela disse que foram
os que ela menos gostou. Volto minha imaginação para os quartos das sensações,
que nada mais são do que pequenos quartos onde há buracos nas paredes por onde
quem está fora do quarto pode tocar e ser tocado, mas pensar em alguém tocando
a Deb enquanto eu estou dentro dela, simplesmente não me cai bem.
Já o tal quarto escuro é o
preferido pelos iniciantes e dos amantes do sexo com desconhecidos. Por se
tratar de um quarto onde a visibilidade é praticamente nula, tudo se desenvolve
através do tato, audição e olfato. Esse é o quarto onde os mais tímidos acabam
se soltando e liberando suas fantasias, pois nada do que é feito lá dentro pode
ser visto, você pode fazer o que quiser, pode se sentir mais a vontade e se
soltar. O problema do quarto escuro são as várias mãos que vão surgir no momento
que a Deb colocar os pés dela lá dentro. Não sei se gosto disso.
- Mais tarde subimos e você
vai conseguir ver os quartos com movimento e ação, ai você vai ter certeza de
qual prefere. – Falei, tentando me concentrar em meu teste e não no que eu
adoraria fazer com a Deb em todos os cantos desse lugar.
Seguimos conversando e
bebendo enquanto a casa enche. Apresento Deb a alguns conhecidos e mesmo ainda
estando um pouco tensa, ela sorri e conversa com todos. Passa da uma da manhã e
não há mais nenhuma mesa disponível, a pista de dança e os palcos com o pole
dance estão ocupados por frequentadoras. Vejo que Deb olha a tudo encantada,
mas é na apresentação dos dançarinos que ela se anima mais.
Nossa garrafa de espumante já
acabou e peço outra para o garçom. Não estou bebendo muito por estar dirigindo,
mas Deb parece gostar do espumante, pois bebeu praticamente sozinha a primeira
garrafa. Se é por gosto ou para relaxar eu não sei, o que sei é que nessa
altura do campeonato ela está bem alegrinha.
Quando um dos dançarinos pega
sua mão e a convida para dançar com ele minha primeira reação é querer bater
muito nele. O garoto que não tem mais de vinte e dois anos está só de cueca
preta e com todos os músculos expostos, arrancando gritinhos da mulherada. Ao
pegar na mão da Deb, percebo que ela recua um passo e olha pra mim como se
perguntasse o que fazer. Mesmo com raiva da situação e do babaca metido a
gostosão, tento sorrir e gesticulo para que ela vá com ele.
Ainda meio reticente, Deb
caminha ao lado do garoto esteroides, com passos incertos. Ao chegar ao palco,
o garoto começa a dançar com ela. Dançar com ela não seria a expressão certa,
ele estava se esfregando nela e eu tive que me controlar muito para não ir lá e
quebrar ele em mil pedaços. Deb também parecia muito sem graça e só relaxou
quando uma dançarina apareceu e a salvou do esfregador.
A dançarina falou alguma
coisa no ouvido da Deb e ela automaticamente me olhou. Eu sorri e concordei com
que quer que fosse que a dançarina tivesse falado. Eu precisava ver até onde
Deb ia, mas nada me preparou para o que estava por vir.
Imediatamente Deb fechou os
olhos e começou a dançar ao som da música que tocava. Em meio às batidas de
Dark Horse da Katy Perry eu vi meu mundo girando e senti todo o sangue ser
direcionado para uma parte especifica do meu corpo. Ela não apenas rebolava,
mas ela girava e dançava de uma maneira tão sensual que meus olhos quase caíram
do meu rosto.
Oh Deus, o que foi que fiz?
Pensei ao ver que todos naquele lugar estavam olhando para a minha Deb.
Quando a dançarina que tinha
incentivado Deb a dançar se aproximou novamente dela e sussurrou algo em seu
ouvido novamente, senti meu sangue gelar. Dessa vez quando Deb me olhou não
assenti, apenas levantei uma sobrancelha. Ela como se tivesse possuída por uma
deusa provocadora, sorriu de maneira diabolicamente sexy e vi suas mãos
percorrem seu corpo de maneira provocante, quando chegou à barra da saia ela
subiu um pouco e tive certeza que não tinha problemas cardíacos, ou teria tido
um infarto fulminante com o medo que me deu. Ela deve ter visto minha reação,
pois sorriu ainda mais abertamente.
Isso
não vai ser nada bom.
Não consegui terminar o
pensamento antes de ver as mãos da Deb subindo de sua saia e indo em direção a
barra de sua blusa, mas dessa vez a mão dela não soltou a blusa, com seus olhos
cravados no meu, sua mão continuou a puxar sua blusa para cima e quando seu
umbigo e sua barriga reta e malhada surgiram, meu instinto de macho alfa e
ciumento falou mais alto. Dando passadas largas e rápidas cheguei até o palco e
como um homem das cavernas a ergui e joguei sobre os ombros.
Enquanto caminhava
diretamente as escadas que levavam ao andar de cima, ouvi algumas vaias e
algumas risadas, mas não me importei, tudo que eu precisava estava sobre os
meus ombros e assim que eu conseguisse uma cama vaga, Deb iria me pagar por
toda aquela provocação.
- Di, me solta. – Deb pedia
entre risadas e esperneios.
- Nada disso, você não estava
me provocando? Agora arque com as conseqüências. – Eu respondi e plantei um
tapa em sua bunda.
Deb gemeu, não sei se de dor
ou de tesão, mas não lhe dei tempo de reagir. Entrei no primeiro quarto que vi
aberto e vazio. A senhora da limpeza estava saindo e apenas sorriu ao ver um
brutamontes carregando a bela donzela nos ombros, mal sabia ela que a bela
donzela era uma maldita bruxa sexy que tinha deixado o coração do brutamontes
saltando do peito.
Eu preciso me enterrar no
fundo da Deb e deixar claro a todos que ela é só minha, e por isso entrei no
quarto e passei o trinco na porta, fechando o mundo lá fora. Com toda a
delicadeza que pude, tombei Deb sobre e cama. Foi nesse instante que percebi
que estávamos em um dos quartos de voyeurismo. Ia ter que ser aqui mesmo.
Antes que ela possa se mexer,
estou sobre ela, beijando-a. Minhas mãos percorrem seu corpo enquanto devoro
sua boca. As mãos dela percorrem minhas costas e suas pernas circulam minha
cintura, puxando-me para mais perto.
- Era isso que você queria,
Deb? Queria me ver louco? – Perguntei quando consegui desgrudar nossas bocas..
- Sim. – Ela gemeu de volta.
Não sei se era a resposta a
minha pergunta, ou se era ela concordando com minha mão que entrava em sua
calcinha por baixo da saia. A encontrei mais molhada do que jamais a vi. Se
exibir daquela forma a deixou excitada.
- Você gostou de ter todos
aqueles homens babando por você, Deb? – Perguntei em seu ouvido.
- Você. Só você. Só para
você. – Ela gemia enquanto meu dedo circulava seu clitóris em movimentos
fortes.
Me peito quase explodiu
quando ouço ela falar isso. Era tudo que eu precisava ouvir. Tudo que minha
cabeça ciumenta e desconfiada precisava saber.
Lentamente começo a beijar
seu pescoço, ombros e sigo beijando seu corpo por cima da roupa. São apenas
pequenos beijos, mas pra mim é uma forma de acariciá-la e demarcar o meu
território. Quando chego até sua barriga, sua blusa está levantada e beijo
diretamente sua pele exposta. Minhas mãos deixaram de masturbá-la e agora
percorrem suas longas e torneadas pernas.
Todo o meu descontrole e a
minha pressa se foram, só que restou no lugar foi a vontade de fazer amor com
essa mulher que se infiltrou em meu coração.
Não tenho mais nenhuma
dúvida, eu a amo. Amo cada pedacinho dela, cada sorriso, cada olhar e cada
jeitinho dela. Amo quando ela fica acanhada, amo quando ela se sente poderosa e
desabrocha. Amo ainda mais o fato dela ser minha. Apenas minha. Eu a amo e isso
vai mudar meu mundo de uma vez por todas.
Em meio a todos esses
pensamento, sigo meu caminho de beijos até seu umbigo. Deb geme e levanta seu
quadril, oferecendo-se. Não se recusa um manjar. Lentamente me coloco entre
suas pernas e vejo que sua calcinha está encharcada. Seu cheiro é cítrico e
almiscarado, e me enlouquece.
Coloco sua calcinha de lado e
o que vejo é uma boceta totalmente depilada e brilhante pela sua excitação.
Passo meu dedo entre seus grandes lábios e a vejo estremecer. Seu clitóris está
sensível e levemente inchado. Ainda com meus dedos abrindo-a, lentamente
aproximo meu rosto e sopro levemente. Antes que Deb consiga terminar de gemer
pelo sobro, coloco minha língua diretamente sobre seu clitóris e pressiono
levemente e a vejo arquear o corpo e imediatamente suas mãos estão em minha
cabeça.
- Minha. – Sussurro e volto a
provar seu gosto.
- Sua... Sua... Ah, Di... Oh
Deus, isso é tão bom... – Ela diz enquanto se contorce de prazer ao sentir
minha língua percorrer toda a extensão de sua boceta.
Minhas mãos estão se
dividindo entre acariciar suas coxas e o meio delas. Lentamente vejo o quanto
Deb entra no espiral de sensações que leva ao orgasmo.
Em meio aos gemidos dela,
percebo a quantidade de pessoas que estão nos observando pela treliça que
separa o quarto. Olhos cobiçosos admiravam a minha Deb no momento mais sublime,
aquele momento onde ela se entrega totalmente para mim, sem reservas ou
amarras, sem segredos ou dúvidas. Não, isso não podia estar acontecendo. Eu não
quero ninguém vendo o que é pra ser só meu.
Antes que ela pudesse se
recuperar completamente, peguei em sua mão e a tirei do quarto, descendo as
escadas em direção a saída.
- Onde vamos? – Deb pergunta
com a voz ainda rouca pelo tesão.
- Pra casa. – Respondo simplesmente.
- Mas por quê?
- Porque não quero dividir o
que é meu com esses curiosos que só querem se aproveitar do teu corpo. Você e
seus orgasmos são só meus e não vou deixar ninguém mudar isso.
Deb parou e soltou minha mão.
Por um instante senti um calafrio percorrer meu corpo e imaginei que ela fosse
dizer que não queria ir embora, que gostaria de ser compartilhada. Isso iria me
quebrar, porém ela parou e me encarou.
- Deb... – Sussurrei e me aproximei,
ficando a poucos centímetros dela.
Ela não disse nada. Continuou
a me encarar. Vi seus olhos passarem de uma confusão para algo mais leve.
Lentamente um lindo sorriso se formou em seus lábios. Um sorriso luminoso que
chegou aos seus olhos e atingiu em cheio meu coração. Se eu já não estivesse
apaixonado por ela, teria me apaixonado nesse momento.
Com toda a delicadeza do
mundo, Deb estendeu a mão e acariciou meu rosto. Inclinei-me mais para
aproveitar todo o carinho dela.
- Você acabou de ganhar meu
coração. – Ela sussurrou.
Eu abri meus olhos que nem
havia reparado que os tinha fechado e encarei a mais bela das mulheres. Com
lentidão aproximei nossos rostos sem tirar meus olhos dos dela. Quando nossos
lábios se tocaram, havia algo de diferente. Não era um beijo cheio de paixão,
era um beijo delicado e forte ao mesmo tempo. Era um beijo diferente de todos
que eu já dei em minha vida, era diferente e absurdamente melhor que todos os
beijos que já provei.
Nos beijamos pelo que pareceu
uma eternidade e nenhum dos dois teve a intenção de parar, mas fomos
interrompidos por clientes que tentavam passar por nós para ir embora.
- Venha. – Eu disse e peguei
a mão de Deb, sentindo ela apertar minha mão ao entrelaçar nossos dedos. –
Vamos fazer amor em casa.
Após pagamos nossa conta e
pegamos meu carro com manobrista, seguimos em direção ao meu apartamento. É
natural dirigir com a Deb ao meu lado. Nosso silêncio é tranquilo e leve. Cada
um imerso em seus próprios pensamentos.
- Estamos indo para o seu
apartamento ou para o meu? – Deb me perguntou.
- Para o meu, algum problema?
- Não, nenhum. – Ela me
respondeu com um sorriso travesso nos lábios. – Era isso mesmo que eu queria.
- Você queria ir no meu
apartamento? – Perguntei sem entender.
- Vou te fazer uma surpresa.-
Ela sorriu ainda mais. – E agora preciso que você me responda uma coisa.
- O que você quer saber? –
Virei-me para olhar para ela e vi o momento em que ela soltava o cinto e me
encarar, passando a língua nos lábios de maneira provocante. Fiquei mais duro do que já estava.
- Quero saber se você
consegue dirigir sem parar e sem bater em nada até chegar no seu apartamento
tendo uma pequena... hummm... Distração... – Ela disse e passou a mão no meu
pau, o que fez com que ele tentasse estourar o zíper da minha calça.
Antes que eu pudesse
responder, Deb já estava abrindo o zíper da minha calça e colocando a mão por
cima da minha cueca, me acariciando. Segurei a vontade de fechar os olhos e
aproveitar a caricia dela, mas se eu fizer isso, vou me perder nas caricias e
na direção do carro.
- Di, não pare, não tire os
olhos da estrada e me ajude a baixar suas calças. – Deb me pediu, com o rosto
colado ao meu ombro e praticamente sentada sob o câmbio de marcha.
- Sim senhora. – Respondi e
levantei um pouco o quadril para que ela pudesse baixar minha calça e liberar
minha ereção que pulsava feliz por saber que iria ganhar uma atenção especial.
- Se você parar, eu paro. Se
você fizer qualquer coisa que não seja dirigir dentro da velocidade permitida,
eu paro. Entendeu Di?
- Como você está mandona. –
Brinquei com ela.
- É isso... – Ela lambeu meu
pau. – Ou nada. Entendeu?
Gemi e concordei. Então muito
lentamente ela abaixou a cabeça e colocou meu pau deu uma vez só em sua boca.
Senti a cabeça dele batendo no fundo da garganta dela e isso quase fez eu bater
o carro. Reduzi a marcha e a velocidade. Se eu batesse, o estrago seria menor
se a velocidade fosse pequena, sem contar que quanto mais lento fossemos, mais
eu poderia aproveitar dessa mamada incrível que Deb estava me dando.
Em meio a sugadas mais fortes
e outras que não passavam de leves roçar dos lábios dela sobre meu membro que
pulsava e implorava por aliviar a pressão, porém quando o orgasmo estava se
formando, Deb diminuía o ritmo e me mantia sob seu domínio. Não que eu fosse
tentar sair do domínio da minha bruxa, da minha Deb, mas a maldade que ela
vinha fazendo comigo ao me chupar com vontade até que meu pau estivesse tão
duro que pudesse derrubar uma parede como uma marreta, para então aliviar a
chupada e impedir-me de gozar, estava me levando à loucura.
- Deb... Não me faça
implorar.- Gemi quando mais uma vez eu estava a beira do orgasmo quando ela se
afastou.
- Eu adoraria ver você
implorar... – Ela falou com o rosto bem próximo ao meu pau e o ar que saiu de
sua boca fez eu gemer ainda mais.
Como estava olhando para a
estrada, não vi, mas pude sentir que ela sorria ao me devolver essa frase que
disse pra ela na primeira vez que transamos. Porém ao sentir a língua dela
percorrer todo o comprimento do meu pau como se fosse um picolé saboroso, perdi
todos os pensamentos coerentes e a única coisa que ficou em minha mente foi a
vontade de que ela terminasse com essa tortura de uma vez. Inconscientemente
passei a acelerar. Eu precisava chegar no meu apartamento o quanto antes, ou
iria enlouquecer de tesão.
Continua na terça feira...



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