quinta-feira, 3 de julho de 2014

Capítulo 10

Deb

A semana passou sem grandes novidades, apesar de eu sentir que o Diego anda um pouco distante, sempre imerso em pensamentos e em alguns momentos ele me olha como se tivesse algo para falar. Em contra partida, fisicamente estamos mais colados do que nunca. Essa semana inteira dormimos juntos. Eu também ando com a mente pesada, fico lutando contra a vontade de contar para ele tudo sobre o Léo e a vergonha que sinto em saber o quanto fui inconsequente de confiar de olhos fechados em um homem. Eu sinto que se tem alguém que vai me entender e não vai me julgar sobre esse assunto, este é Diego só não estou pronta ainda para contar.
Hoje é sábado e estamos na casa da Anne, após o jantar o Tiago pediu ela em casamento e contou que eles vão ter gêmeos. Fiquei muito feliz por eles, depois de tudo que passaram merecem ser felizes. Ainda estamos todos sentados a mesa, pois eles falaram que as novidades ainda não acabaram.
- Deborah e Diego. – Anne fala me tirando da minha reflexão. – Eu e o Ti conversamos e queremos vocês como padrinhos de nosso casamento e de um dos gêmeos.
- Ahhhhh, Anne. – Eu choro levantando da cadeira para abraçá-los. – Muito obrigada pelo convite. Eu aceito com muito prazer.
Falo passando a mão na barriga dela que não estar muito grande porém, já dá para ver. Solto a Anne e abraço o Tiago.
- Juízo, viu moço? Cuide muito bem dessa turma ou o próximo soco que ira receber será meu. – Falo tentando soar brava, mas não consigo e ele acaba rindo. – Está duvidando que sou capaz de te dar uma surra? – Pergunto com as duas mãos na cintura.
- É realmente difícil imaginar alguém tão doce como você batendo em quem quer que seja. – Ele fala e me abraça novamente. – Obrigado por aceitar o nosso pedido e obrigado também por ficar ao lado da minha Anne durante todos esses anos.
- Agora já chega. Pode soltar o que não é seu. – Diego fala, tirando as mãos do Tiago dos meus ombros. – E só para constar, a Deb pode até não consegui te dar um soco, mas eu te quebro em dois se tu machucar a Anne novamente. - Eles apertam as mãos em cumprimento mantendo certa distancia.
- Tudo bem compadre. Está autorizado a bater com a minha cabeça na parede até que eu entre em coma se por um acaso voltar a fazer a Anne sofrer. – Tiago diz sorrindo para Diego, que sorri de volta.
- Homens, resolvem tudo na base da porrada. – Anne resmunga pra mim e ambas rimos, antes que ela volte a falar. – Agora nós vamos anunciar os padrinhos do outro gêmeo.
- Isso mesmo. Depois de conversarmos, Anne e eu escolhemos você Beca e meu sogro favorito como padrinhos de um dos gêmeos. – Tiago falou sorrindo e levou uma cotovelada de Anne pela palhaçadinha do sogro favorito.
- Jura? Eu? – Rebeca perguntava incrédula e visivelmente emocionada. – Vocês não acham que é um pouco estranho a ex mulher do Ti ser madrinha de um filho dele?
- Você nunca foi minha mulher. Você sempre foi minha amiga e nada mais justo do que escolher uma amiga para madrinha do meu filho. – Ele respondeu e lhe deu um abraço.
Anne estava com lágrima nos olhos.
- Beca, não existe maneira melhor de te agradecer pelo que fez por nós, do que te dar um filho meu para que você batize. Ser madrinha é ser a segunda mãe. Sem a sua intervenção, uma hora dessas eu estaria sozinha e sem o meu Ti. – Agora as lágrimas escorriam livres em seu rosto.
- Pequena. - Seu José chama Anne. – Eu me sinto emocionado por ser escolhido para ser padrinho, mas sou obrigado a recusar. Já sou avô e isso é muito mais do que qualquer outra coisa. Escolha outra pessoa para também fazer parte da vida do bebê. Eu já estarei presente sempre, sem ter a necessidade de ser padrinho.
- Pai...
- Está resolvido. – Seu José não deixou margem para uma discussão.
- Está bem. – Anne respondeu e abraçou seu pai com carinho.
Senti uma ponta de inveja da relação que eles têm um com o outro. Não consigo lembrar quando foi a ultima vez que meu pai me deu um abraço, para falar a verdade, não lembro quando foi a ultima vez que ele me deu um sorriso, quem dirá um abraço.
- Droga, já podia me ver na igreja com o José. – Rebeca fala baixo ao meu lado e sorri. – Eu adoraria ficar de braço dado com ele na igreja. Eu adoraria ficar com ele e ponto.
Eu sorrio de volta.
- Você está dando em cima do Seu José a noite toda ou é impressão minha? – Perguntei curiosa.
- Estou tentando, mas o homem é mais escorregadio que sabonete na banheira. – Ela fala baixinho ao meu lado.
- Você já parou para pensar que ele pode não querer se envolver com uma mulher mais nova?
- Já pensei e mesmo assim não vou desistir.
- Só me resta de desejar boa sorte, mas já te aviso que Seu José é mais cabeça dura que a Anne.
- Seu José... – Rebeca repete e sorri. – Quem dera ele fosse meu.
Ambas rimos e continuamos a conversa.
- O que minhas comadres tanto conversam e riem. – Anne se aproxima e pergunta.
- Estamos falando de tudo um pouco. – Respondo, sem saber se posso contar do interesse de Rebeca pelo pai da Anne.
- Estamos falando de tudo um pouco e falando muito do gelo que seu pai está me dando. – Rebeca fala descaradamente.
- Se quiser alguma coisa com aquele teimoso, vai ter que ser muito insistente. – Anne responde sorrindo e dá uma piscadinha para Rebeca.
- Insistente e persistente são minhas melhores qualidades, além de um par de seio, uma bunda empinada e meus lindos olhos azuis.
Caímos na gargalhada e ficamos conversando por mais algum tempo. Até marcamos um dia de meninas no shopping. Quando estamos acertando os detalhes, Diego me convida par irmos embora.
- Di, não são nem onze horas e você já quer ir pra casa? – Perguntei.
- Quero te levar em um lugar antes de irmos para casa. – Ele responde e me dá o seu sorriso mais perverso.
Sinto minhas pernas amolecerem e meu coração disparar. Me aproximo dele e sussurro.
- O que você pensa em fazer comigo?
O sinto ficar duro e suas mãos passam em minha cintura, me erguendo e ficamos com os olhos na mesma altura. Ele então cola a boca em meu ouvido e sussurra de volta.
- Vou te fazer gritar, gemer e gozar, enquanto eu estou enterrado dentro de você.
Seu sussurro rouco em meu ouvido já seria o suficiente para me fazer ficar molhada, mas ouvir o que ele quer fazer comigo e sentir seu membro pressionado contra mim, me faz ficar em chamas.
- Vamos embora de uma vez. – Eu digo olhando em seus olhos e vejo a mistura de diversão e desejo.
Alguns minutos depois de nos despedirmos de todos, estamos entrando em seu carro.

Ele dirige por uns dez minutos até chegar a beira-mar de São José e então para o carro.
- Você quer dar uns pegas no carro? – Pergunto.
- Não. Sou grande demais para conseguir fazer isso sem ficar dolorido. – Ele disse e sorri. – Parei aqui por que quero te fazer uma pergunta antes de seguirmos até onde quero te levar.
Ele me encarou profundamente e eu mantive em silêncio.
- Você confia em mim, Deb? – Ele perguntou sério.
- Depende. Por quê? O que você quer fazer? – Eu estava curiosa e com uma leve pitada de medo.
- Quero te levar para conhecer uma casa de swing.
- Di, eu não sei...
- Deb, é só conhecer. Ver como é. Você não vai fazer nada que não queira.
- Di, eu não sei. Não sei nem se estou vestida direito para ir lá. – Eu disse e senti ele passar os olhos pelo meu cabelo que está solto e completamente liso, minha blusa preta de manga longa e com detalhes que parecia deixar os ombros de fora e minha saia vermelha, se demorando em minhas pernas expostas e finalizando em meu scarpin preto de salto alto.
- Vou ter que ir armado para tirar todos os homens de cima de você.
Sorri e me inclinei para lhe beijar.
- Eles podem me olhar o quanto quiser, no fim da noite é nos seus braços que vou estar.
Ele me beijou com paixão e com um suspiro separou nossos lábios.
- Vamos de uma vez, antes que eu repense sobre transar no carro.
Eu sorri para ele enquanto ele guiava o carro de volta à rua e seguia em direção a tal casa de swing.

Que Deus me ajude.

***

Diego

É loucura.
Eu sei que é loucura levar a Deb para uma casa de swing. Eu sei disso, mas preciso ver como ela vai se comportar ao ter vários homens olhando-a. Quero ver se por trás desse rosto angelical se esconde uma mulher incapaz de ser fiel. Se for esse o caso, ao ter toda a atenção masculina, que sei que ela terá, ela vai acabar demonstrando o que ela é de verdade. É um teste para ela.
É um teste para mim também.
Quero ver como vou me sentir quando Deb estiver sob o olhar desejoso de outros homens. Acho que não será uma boa ideia. Só de pensar nisso, sinto meu corpo ficar tenso, mas preciso saber. Quero saber como nós dois vamos nos comportar.
Ao chegar no local, vou direto para o estacionamento privativo da casa e entrego meu carro ao manobrista. Pego na mão de Deb e sinto que está fria e úmida.
- Fica calma. É como uma balada comum, só com a diferença é que você verá gente pelada e transando pelos cantos.- Tento brincar com ela.
- Ok então. – Ela responde e tenta sorrir.
Ainda segurando sua mão, caminho com ela e entramos na recepção da casa. Logo que entramos vejo a decoração tão conhecida por mim. A recepção é constituída de um balcão para duas atendentes, há uma televisão onde se apresentam alguns avisos e propagandas dos próximos eventos da casa, há também duas poltronas para os clientes e uma porta que dá diretamente a parte interior da casa, onde realmente as coisas acontecem. Toda a recepção possui uma iluminação baixa, dando um ar mais intimo ao local.
Caminho até o balcão, com Deb ao meu lado e logo reconheço as duas recepcionistas, Vitória e Stefani. Stefani além de recepcionista é promoter da casa e minha conhecida de outros carnavais.
- Olá meninas. – Saudei-as
- Diego. – As duas falam ao mesmo tempo e sorriem.
- Quanto tempo querido. – Stefani diz enquanto dá a volta no balcão e vem me dar um beijo no rosto e um abraço. Logo ela se afasta para cumprimentar Deb. -  Olá, prazer. Sou a Stefani promoter da casa e aquela ali é a Vitória.
- Oi, sou a Deb. – Ela respondeu sem jeito.
- Se o motivo de você nunca mais ter vindo for essa belezura, então foi um bom motivo. – Stefani diz, ainda olhando para Deb.
- Exatamente por causa dela. – Respondi e passei meu braço sobre os ombros da Deb e a puxei para mais perto de mim.
- Você conhece a casa, mas a Deb aqui não. Quer que eu apresente ou você apresenta?
Pensei um pouco e por fim escolhi a opção que julguei que faria a Deb mais a vontade.
- Acho que ela pode ir com você e eu vou pegar a nossa mesa.
- Excelente. – Stefani fala animada.
Apesar do olhar duvidoso de Deb, dou-lhe um beijo nos lábios e fico olhando quando Stefani sai de braço dado com Deb, conversando e rindo.
Me detenho no balcão da recepção dando nosso nomes e pegando nossa comanda. Troco algumas palavras com Vitória e logo em seguida entro efetivamente na casa.
Enquanto Deb está no andar superior aonde há os quartos, eu sigo no andar inferior onde há as mesas, o bar, a pista de dança e os palcos com pole dance. Converso com um dos garçons que me leva até uma mesa desocupada e enquanto ele vai buscar uma água para mim, avalio o público que já está no local.
Como é noite de sábado, hoje só haverá casais e mulheres solteiras. Nada de homens desacompanhados, mas isso não faz a noite menos picante, muito pelo contrário. O s homens casados são muito mais afoitos por carne nova, e é por isso que trouxe Deb. Preciso saber como ela se comporta.
Cerca de quinze minutos depois de eu me instalar em nossa mesa, Deb e Stefani voltam rindo e conversando como se fossem velhas amigas.
- Diego, onde você encontrou essa criatura maravilhosa? – Stefani pergunta assim que chega a mesa.
- Ela esteve durante muitos anos embaixo do meu nariz e eu não vi, mas estou tratando de reparar esse erro, - Respondi, enquanto colocava Deb sentada em meu colo.
- A cegueira foi mutua. – Deb diz sorrindo.
Deb, meu bem, sinta-se à vontade e se precisar de qualquer coisa é só me avisar. Agora preciso voltar ao trabalho. – Stefani se despede, dá dois beijinhos em Deb e se retira.
Assim que ela sai, vejo que conversa com um garçom que em seguida nos trás uma garrafa de espumante por conta da casa, como boas vindas ao casal.
- Pelo visto Stefani gostou mesmo de você. – Digo depois que o garçom se afasta.
- O sentimento foi mutuo. Ela é ótima e me fez ficar bem mais calma.
- Que bom. – Dou um beijo em seu pescoço antes de voltar a falr. – Eai, o que está achando?
- Até agora está tudo tranquilo. É como se fosse uma balada, só que com quartos no andar de cima.
- E o que você achou dos quartos? – Perguntei curioso.
- Os quartos onde dá pra ver de fora pra dentro e os quartos abertos não me chamaram muito a atenção, os quartos das sensações me deixaram bem curiosa, mas o quarto escuro, bem... Esse me pareceu ser o melhor de todos. – Ela responde e fica vermelha.
Enquanto ela fala, imagino-a em cada um dos quartos e tenho que me controlar para não ter uma ejaculação precoce. Imagino como seria fodê-la nos quartos de voyeurismo, onde há treliças que deixam quem está de fora do quarto, ver quem está dentro do quarto, ou quem sabe poderia ser mais excitante possuí-la em um dos quartos abertos onde há camas imensas e onde se realizam algumas das cenas mais quentes e malucas da casa. Tento não me animar muito com esses quartos, já que ela disse que foram os que ela menos gostou. Volto minha imaginação para os quartos das sensações, que nada mais são do que pequenos quartos onde há buracos nas paredes por onde quem está fora do quarto pode tocar e ser tocado, mas pensar em alguém tocando a Deb enquanto eu estou dentro dela, simplesmente não me cai bem.
Já o tal quarto escuro é o preferido pelos iniciantes e dos amantes do sexo com desconhecidos. Por se tratar de um quarto onde a visibilidade é praticamente nula, tudo se desenvolve através do tato, audição e olfato. Esse é o quarto onde os mais tímidos acabam se soltando e liberando suas fantasias, pois nada do que é feito lá dentro pode ser visto, você pode fazer o que quiser, pode se sentir mais a vontade e se soltar. O problema do quarto escuro são as várias mãos que vão surgir no momento que a Deb colocar os pés dela lá dentro. Não sei se gosto disso.
- Mais tarde subimos e você vai conseguir ver os quartos com movimento e ação, ai você vai ter certeza de qual prefere. – Falei, tentando me concentrar em meu teste e não no que eu adoraria fazer com a Deb em todos os cantos desse lugar.
Seguimos conversando e bebendo enquanto a casa enche. Apresento Deb a alguns conhecidos e mesmo ainda estando um pouco tensa, ela sorri e conversa com todos. Passa da uma da manhã e não há mais nenhuma mesa disponível, a pista de dança e os palcos com o pole dance estão ocupados por frequentadoras. Vejo que Deb olha a tudo encantada, mas é na apresentação dos dançarinos que ela se anima mais.
Nossa garrafa de espumante já acabou e peço outra para o garçom. Não estou bebendo muito por estar dirigindo, mas Deb parece gostar do espumante, pois bebeu praticamente sozinha a primeira garrafa. Se é por gosto ou para relaxar eu não sei, o que sei é que nessa altura do campeonato ela está bem alegrinha.
Quando um dos dançarinos pega sua mão e a convida para dançar com ele minha primeira reação é querer bater muito nele. O garoto que não tem mais de vinte e dois anos está só de cueca preta e com todos os músculos expostos, arrancando gritinhos da mulherada. Ao pegar na mão da Deb, percebo que ela recua um passo e olha pra mim como se perguntasse o que fazer. Mesmo com raiva da situação e do babaca metido a gostosão, tento sorrir e gesticulo para que ela vá com ele.
Ainda meio reticente, Deb caminha ao lado do garoto esteroides, com passos incertos. Ao chegar ao palco, o garoto começa a dançar com ela. Dançar com ela não seria a expressão certa, ele estava se esfregando nela e eu tive que me controlar muito para não ir lá e quebrar ele em mil pedaços. Deb também parecia muito sem graça e só relaxou quando uma dançarina apareceu e a salvou do esfregador.
A dançarina falou alguma coisa no ouvido da Deb e ela automaticamente me olhou. Eu sorri e concordei com que quer que fosse que a dançarina tivesse falado. Eu precisava ver até onde Deb ia, mas nada me preparou para o que estava por vir.
Imediatamente Deb fechou os olhos e começou a dançar ao som da música que tocava. Em meio às batidas de Dark Horse da Katy Perry eu vi meu mundo girando e senti todo o sangue ser direcionado para uma parte especifica do meu corpo. Ela não apenas rebolava, mas ela girava e dançava de uma maneira tão sensual que meus olhos quase caíram do meu rosto.
Oh Deus, o que foi que fiz? Pensei ao ver que todos naquele lugar estavam olhando para a minha Deb.



Quando a dançarina que tinha incentivado Deb a dançar se aproximou novamente dela e sussurrou algo em seu ouvido novamente, senti meu sangue gelar. Dessa vez quando Deb me olhou não assenti, apenas levantei uma sobrancelha. Ela como se tivesse possuída por uma deusa provocadora, sorriu de maneira diabolicamente sexy e vi suas mãos percorrem seu corpo de maneira provocante, quando chegou à barra da saia ela subiu um pouco e tive certeza que não tinha problemas cardíacos, ou teria tido um infarto fulminante com o medo que me deu. Ela deve ter visto minha reação, pois sorriu ainda mais abertamente.
Isso não vai ser nada bom.
Não consegui terminar o pensamento antes de ver as mãos da Deb subindo de sua saia e indo em direção a barra de sua blusa, mas dessa vez a mão dela não soltou a blusa, com seus olhos cravados no meu, sua mão continuou a puxar sua blusa para cima e quando seu umbigo e sua barriga reta e malhada surgiram, meu instinto de macho alfa e ciumento falou mais alto. Dando passadas largas e rápidas cheguei até o palco e como um homem das cavernas a ergui e joguei sobre os ombros.
Enquanto caminhava diretamente as escadas que levavam ao andar de cima, ouvi algumas vaias e algumas risadas, mas não me importei, tudo que eu precisava estava sobre os meus ombros e assim que eu conseguisse uma cama vaga, Deb iria me pagar por toda aquela provocação.
- Di, me solta. – Deb pedia entre risadas e esperneios.
- Nada disso, você não estava me provocando? Agora arque com as conseqüências. – Eu respondi e plantei um tapa em sua bunda.
Deb gemeu, não sei se de dor ou de tesão, mas não lhe dei tempo de reagir. Entrei no primeiro quarto que vi aberto e vazio. A senhora da limpeza estava saindo e apenas sorriu ao ver um brutamontes carregando a bela donzela nos ombros, mal sabia ela que a bela donzela era uma maldita bruxa sexy que tinha deixado o coração do brutamontes saltando do peito.
Eu preciso me enterrar no fundo da Deb e deixar claro a todos que ela é só minha, e por isso entrei no quarto e passei o trinco na porta, fechando o mundo lá fora. Com toda a delicadeza que pude, tombei Deb sobre e cama. Foi nesse instante que percebi que estávamos em um dos quartos de voyeurismo. Ia ter que ser aqui mesmo.
Antes que ela possa se mexer, estou sobre ela, beijando-a. Minhas mãos percorrem seu corpo enquanto devoro sua boca. As mãos dela percorrem minhas costas e suas pernas circulam minha cintura, puxando-me para mais perto.
- Era isso que você queria, Deb? Queria me ver louco? – Perguntei quando consegui desgrudar nossas bocas..
- Sim. – Ela gemeu de volta.
Não sei se era a resposta a minha pergunta, ou se era ela concordando com minha mão que entrava em sua calcinha por baixo da saia. A encontrei mais molhada do que jamais a vi. Se exibir daquela forma a deixou excitada.
- Você gostou de ter todos aqueles homens babando por você, Deb? – Perguntei em seu ouvido.
- Você. Só você. Só para você. – Ela gemia enquanto meu dedo circulava seu clitóris em movimentos fortes.
Me peito quase explodiu quando ouço ela falar isso. Era tudo que eu precisava ouvir. Tudo que minha cabeça ciumenta e desconfiada precisava saber.
Lentamente começo a beijar seu pescoço, ombros e sigo beijando seu corpo por cima da roupa. São apenas pequenos beijos, mas pra mim é uma forma de acariciá-la e demarcar o meu território. Quando chego até sua barriga, sua blusa está levantada e beijo diretamente sua pele exposta. Minhas mãos deixaram de masturbá-la e agora percorrem suas longas e torneadas pernas.
Todo o meu descontrole e a minha pressa se foram, só que restou no lugar foi a vontade de fazer amor com essa mulher que se infiltrou em meu coração.
Não tenho mais nenhuma dúvida, eu a amo. Amo cada pedacinho dela, cada sorriso, cada olhar e cada jeitinho dela. Amo quando ela fica acanhada, amo quando ela se sente poderosa e desabrocha. Amo ainda mais o fato dela ser minha. Apenas minha. Eu a amo e isso vai mudar meu mundo de uma vez por todas.
Em meio a todos esses pensamento, sigo meu caminho de beijos até seu umbigo. Deb geme e levanta seu quadril, oferecendo-se. Não se recusa um manjar. Lentamente me coloco entre suas pernas e vejo que sua calcinha está encharcada. Seu cheiro é cítrico e almiscarado, e me enlouquece.
Coloco sua calcinha de lado e o que vejo é uma boceta totalmente depilada e brilhante pela sua excitação. Passo meu dedo entre seus grandes lábios e a vejo estremecer. Seu clitóris está sensível e levemente inchado. Ainda com meus dedos abrindo-a, lentamente aproximo meu rosto e sopro levemente. Antes que Deb consiga terminar de gemer pelo sobro, coloco minha língua diretamente sobre seu clitóris e pressiono levemente e a vejo arquear o corpo e imediatamente suas mãos estão em minha cabeça.
- Minha. – Sussurro e volto a provar seu gosto.
- Sua... Sua... Ah, Di... Oh Deus, isso é tão bom... – Ela diz enquanto se contorce de prazer ao sentir minha língua percorrer toda a extensão de sua boceta.
Minhas mãos estão se dividindo entre acariciar suas coxas e o meio delas. Lentamente vejo o quanto Deb entra no espiral de sensações que leva ao orgasmo.
Em meio aos gemidos dela, percebo a quantidade de pessoas que estão nos observando pela treliça que separa o quarto. Olhos cobiçosos admiravam a minha Deb no momento mais sublime, aquele momento onde ela se entrega totalmente para mim, sem reservas ou amarras, sem segredos ou dúvidas. Não, isso não podia estar acontecendo. Eu não quero ninguém vendo o que é pra ser só meu.
Antes que ela pudesse se recuperar completamente, peguei em sua mão e a tirei do quarto, descendo as escadas em direção a saída.
- Onde vamos? – Deb pergunta com a voz ainda rouca pelo tesão.
- Pra casa. – Respondo simplesmente.
- Mas por quê?
- Porque não quero dividir o que é meu com esses curiosos que só querem se aproveitar do teu corpo. Você e seus orgasmos são só meus e não vou deixar ninguém mudar isso.
Deb parou e soltou minha mão. Por um instante senti um calafrio percorrer meu corpo e imaginei que ela fosse dizer que não queria ir embora, que gostaria de ser compartilhada. Isso iria me quebrar, porém ela parou e me encarou.
- Deb... – Sussurrei e me aproximei, ficando a poucos centímetros dela.
Ela não disse nada. Continuou a me encarar. Vi seus olhos passarem de uma confusão para algo mais leve. Lentamente um lindo sorriso se formou em seus lábios. Um sorriso luminoso que chegou aos seus olhos e atingiu em cheio meu coração. Se eu já não estivesse apaixonado por ela, teria me apaixonado nesse momento.
Com toda a delicadeza do mundo, Deb estendeu a mão e acariciou meu rosto. Inclinei-me mais para aproveitar todo o carinho dela.
- Você acabou de ganhar meu coração. – Ela sussurrou.
Eu abri meus olhos que nem havia reparado que os tinha fechado e encarei a mais bela das mulheres. Com lentidão aproximei nossos rostos sem tirar meus olhos dos dela. Quando nossos lábios se tocaram, havia algo de diferente. Não era um beijo cheio de paixão, era um beijo delicado e forte ao mesmo tempo. Era um beijo diferente de todos que eu já dei em minha vida, era diferente e absurdamente melhor que todos os beijos que já provei.
Nos beijamos pelo que pareceu uma eternidade e nenhum dos dois teve a intenção de parar, mas fomos interrompidos por clientes que tentavam passar por nós para ir embora.
- Venha. – Eu disse e peguei a mão de Deb, sentindo ela apertar minha mão ao entrelaçar nossos dedos. – Vamos fazer amor em casa.
Após pagamos nossa conta e pegamos meu carro com manobrista, seguimos em direção ao meu apartamento. É natural dirigir com a Deb ao meu lado. Nosso silêncio é tranquilo e leve. Cada um imerso em seus próprios pensamentos.
- Estamos indo para o seu apartamento ou para o meu? – Deb me perguntou.
- Para o meu, algum problema?
- Não, nenhum. – Ela me respondeu com um sorriso travesso nos lábios. – Era isso mesmo que eu queria.
- Você queria ir no meu apartamento? – Perguntei sem entender.
- Vou te fazer uma surpresa.- Ela sorriu ainda mais. – E agora preciso que você me responda uma coisa.
- O que você quer saber? – Virei-me para olhar para ela e vi o momento em que ela soltava o cinto e me encarar, passando a língua nos lábios de maneira provocante.  Fiquei mais duro do que já estava.
- Quero saber se você consegue dirigir sem parar e sem bater em nada até chegar no seu apartamento tendo uma pequena... hummm... Distração... – Ela disse e passou a mão no meu pau, o que fez com que ele tentasse estourar o zíper da minha calça.
Antes que eu pudesse responder, Deb já estava abrindo o zíper da minha calça e colocando a mão por cima da minha cueca, me acariciando. Segurei a vontade de fechar os olhos e aproveitar a caricia dela, mas se eu fizer isso, vou me perder nas caricias e na direção do carro.
- Di, não pare, não tire os olhos da estrada e me ajude a baixar suas calças. – Deb me pediu, com o rosto colado ao meu ombro e praticamente sentada sob o câmbio de marcha.
- Sim senhora. – Respondi e levantei um pouco o quadril para que ela pudesse baixar minha calça e liberar minha ereção que pulsava feliz por saber que iria ganhar uma atenção especial.
- Se você parar, eu paro. Se você fizer qualquer coisa que não seja dirigir dentro da velocidade permitida, eu paro. Entendeu Di?
- Como você está mandona. – Brinquei com ela.
- É isso... – Ela lambeu meu pau. – Ou nada. Entendeu?
Gemi e concordei. Então muito lentamente ela abaixou a cabeça e colocou meu pau deu uma vez só em sua boca. Senti a cabeça dele batendo no fundo da garganta dela e isso quase fez eu bater o carro. Reduzi a marcha e a velocidade. Se eu batesse, o estrago seria menor se a velocidade fosse pequena, sem contar que quanto mais lento fossemos, mais eu poderia aproveitar dessa mamada incrível que Deb estava me dando.
Em meio a sugadas mais fortes e outras que não passavam de leves roçar dos lábios dela sobre meu membro que pulsava e implorava por aliviar a pressão, porém quando o orgasmo estava se formando, Deb diminuía o ritmo e me mantia sob seu domínio. Não que eu fosse tentar sair do domínio da minha bruxa, da minha Deb, mas a maldade que ela vinha fazendo comigo ao me chupar com vontade até que meu pau estivesse tão duro que pudesse derrubar uma parede como uma marreta, para então aliviar a chupada e impedir-me de gozar, estava me levando à loucura.
- Deb... Não me faça implorar.- Gemi quando mais uma vez eu estava a beira do orgasmo quando ela se afastou.
- Eu adoraria ver você implorar... – Ela falou com o rosto bem próximo ao meu pau e o ar que saiu de sua boca fez eu gemer ainda mais.

Como estava olhando para a estrada, não vi, mas pude sentir que ela sorria ao me devolver essa frase que disse pra ela na primeira vez que transamos. Porém ao sentir a língua dela percorrer todo o comprimento do meu pau como se fosse um picolé saboroso, perdi todos os pensamentos coerentes e a única coisa que ficou em minha mente foi a vontade de que ela terminasse com essa tortura de uma vez. Inconscientemente passei a acelerar. Eu precisava chegar no meu apartamento o quanto antes, ou iria enlouquecer de tesão. 


Continua na terça feira...





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