quinta-feira, 26 de junho de 2014

Capítulo 08

Diego

Não gostei dele!
Simples assim.
Meu alerta soou. Há algo de errado com esse primo da Deb. Além do fato dele estar me encarando e visivelmente me avaliando, há algo na forma como ele olha pra ela que me faz ter vontade de bater nele. Bater muito. Já Deb está calma, um pouco pálida, mas calma.
Depois das apresentações feitas, onde me apresentei como namorado, pois vi que Deb ficou sem saber como me apresentar, já que nunca demos rotulo ao nosso relacionamento, o clima fica um pouco estranho. Um silêncio constrangedor permanece entre nós três.
- Di, você já vai? – Deb me pergunta meio sem jeito. Quebrando o silêncio.
Pode ser impressão minha, mas ela parece estar tentando me dispensar de uma maneira muito delicada.
- Na verdade estou pensando em subir e tomar um chá com você. Por que não chama seu primo e subimos todos?
- Na verdade, eu ia marcar de conversar com o Léo em outro dia. Tenho cliente mais tarde. – Ela virou totalmente para mim, dando as costas ao tal Léo e me olhou nos olhos e deu um leve levantar de sobrancelha, enquanto falava. Depois se virou para o primo. - O que você acha Léo, podemos marcar um café amanhã nesse horário?
Meu alarme soou novamente. Deb estava claramente mentindo. Agora minha dúvida era saber por quê.
- Claro, boneca. – Ele sorriu pra ela e senti vontade de estrangulá-lo. – Amanhã eu te ligo.
- Mas você não tem...
- Seu irmão me deu o número do teu celular quando disse que viria pra cá. – Ele falou e senti Deb ficar tensa pela primeira vez. Quando ele deu um passo para frente, ela automaticamente deu um passo para trás e bateu contra meu corpo, aproveitei a deixa para abraçá-la possessivamente. Ao ver o gesto, o primo dela deu um passo para trás novamente. – Como eu disse, eu te ligo pra gente marcar. Tchau boneca.
Quando ele dobrou a esquina e saiu do nosso campo de visão, soltei a Deb e a virei pra mim.
- Posso dizer que não gostei dele? – Perguntei.
- Pode, porque você não é o único que não gosta dele. – Ela me respondeu e colou seu rosto em meu peito.
- Algo que eu precise saber sobre ele?
- Só precisa saber que ele é um idiota e que não é nada confiável. Nunca cometa a burrice de acreditar em qualquer coisa que ele diga.
Algo no que ela disse chamou minha atenção. Imediatamente, peguei seu rosto entre minhas mãos e a fiz me olhar.
- No que você confiou nele?
Ela ficou em silêncio e me encarou por um instante. Seus olhos me mostravam a batalha que ela travava dentro de si. Se abrir comigo ou não. Desejei que a confiança em mim vencesse, mas não foi dessa vez.
- Desculpa Di, mas é uma longa história e que há muito tempo enterrei. Não me faça falar sobre isso agora.
- Tudo bem. – Mesmo frustrado, não insisti.
- Posso te pedir uma coisa? – Ela perguntou baixinho e voltou a colar o rosto em meu peito.
- Claro. – Respondi dando um beijo em seu cabelo.
- Fica comigo essa noite?
- Fico. – Respondi simplesmente, mas ao vê-la daquela forma em meus braços, tive vontade de dizer que ficaria todas as noites, se ela me pedisse.


***
Deb

Tudo que eu não queria nesse momento era ficar sozinha. Assim que chegamos ao apartamento o Di se ofereceu para esquentar o nosso jantar, um arroz com feijão, salada e frango grelado que já estavam semi-prontos. – Sente no sofá e relaxe, vou esquentar nosso jantar e fazer um chá. – O Diego falou com um tom firme porém carinhoso.
- Só vou pegar as coisas no congelador e na geladeira para facilitar pra você. – Eu falei e foi o que fiz. Peguei as vasilhas com a comida congelada e coloquei tudo em cima da mesa juntamente com as coisas para preparar a salada e o chá. –Tem certeza que não quer ajuda? – Perguntei enquanto voltava para a sala.
- Não, Deb.  Pode sentar hoje sou eu quem vai “cozinhar” para você. – Ele fez as aspas com as mãos e eu sorrir, beijei os lábios dele em um pedido silencioso de obrigada e sentei no sofá ligando a tv em um canal qualquer e me afundando em lembranças.
Por mais que eu soubesse que reencontrar Léo seria inevitável, já que ele é meu primo, eu não esperava que ele tivesse a cara de pau de aparecer no meu apartamento. Ainda mais que estivesse me procurando. Depois de todos esses anos e de todas as mentiras que ele me contou, a ultima pessoa que ele deveria querer ver era eu.
Léo e eu crescemos juntos e nossos cinco anos de diferença de idade não nos impediram de sermos muito próximos. Desde pequeno ele sempre foi lindo. O típico alemão, loiro dos olhos azuis, alto e forte. Aos dezesseis anos ele era a cara do Alex Pettyfer no filme A Fera. Como se já não bastasse sua beleza, ele sempre foi comunicativo e extremamente extrovertido. Conquistava a todos com sua simpatia e carisma. Eu não fui uma exceção.
A partir do meu aniversário de quinze anos, Léo começou a investi fortemente em me conquistar. Eram galanteios, conversas de duplo sentido, carinhos, presentes e muitos sorrisos encantadores. Eu como uma menina do interior, ingênua e romântica, lutei contra meus sentimentos. Não queria me envolver com ele, principalmente por ele ser meu primo de segundo grau, mas quando ele disse que estava apaixonado, me entreguei ao meu primeiro amor.
Lembro-me até hoje do meu primeiro beijo, foi na primeira vez que ele disse que estava apaixonado por mim. Eu já tinha dezesseis anos e era encantada por ele, ele tinha vinte e um anos e sabia como me enrolar.
Eu estava de férias da escola e aproveitava o dia para andar a cavalo pelo sitio que meu pai tem em Pomerode. A liberdade de cavalgar pelos pastos sem ninguém me controlando era imensa, então eu aproveitava para fazer isso todos os dias no final do dia. Dentro do sitio passava um pequeno riacho, onde eu levava meu cavalo para beber água. Nesse dia, amarrei as rédeas do cavalo em uma árvore e me sentei sob a árvore para poder ler um romance infanto-juvenil.
Não lembro muito da história do livro, mas lembro que eu estava entretida com o livro, quando Léo chegou em outro cavalo e parou e sentou-se ao meu lado. Começamos a conversar e ele então ficou em silêncio.
- O que foi? – Perguntei.
- É que eu queria fazer uma coisa, mas tenho medo da sua reação. – Ele disse, olhando para o pequeno capim que estava em suas mãos.
- Por que você teria medo da minha reação? – Eu fiquei curiosa.
- Deb, você sabe o quanto é linda? Você parece uma boneca de tão linda. Eu simplesmente não estou conseguindo controlar o que sinto por você. – Ele falava baixinho e se aproximava ainda mais de mim. – Faz muito tempo que espero você crescer para que possa te dizer isso, mas te vendo vestida assim percebo que você está se tornando uma mulher deslumbrante.
Ao ouvi-lo falar, olhei brevemente para minhas roupas que nada mais eram que um tênis simples, um short jeans e uma blusinha rosa. Não havia nada demais na minha roupa, mas naquela época eu não sabia que ele estava muito mais interessado nas minhas pernas longas e em meus seios fartos.
- Léo, eu... Eu não sei o que dizer. – Eu estava encabulada e completamente encantada pelos elogios dele.
- Deb, eu estou apaixonado por você. É isso que quero dizer. – Ele estava com o rosto tão próximo do meu, que eu podia ver todos os detalhes de seus olhos azuis e as pequenas sardas que ele tinha nas maçãs do rosto. – Estou apaixonado por você há muito tempo e eu quero lhe dar um beijo. Me dê um beijo, Deb. Apenas um, e se você não gostar, prometo não me aproximar mais de você.
Ao dizer isso, ele acariciou meu rosto com tanta ternura que meu coração saltitou em meu peito juvenil. O romance dos livros que eu tanto gostava estava acontecendo comigo. O garoto mais velho, lindo e inteligente estava apaixonado por mim, a garota simples, boba e infantil.
- Apenas um... – Sussurrei e fechei meus olhos.
O problema foi que eu gostei. Gostei do beijo, gostei dele, gostei de namorar escondido e gostei principalmente porque ele era incrivelmente sedutor.
No começo eram apenas beijinhos e carinho. Isso durou uns seis meses assim, apenas um namoro as escondidas de forma respeitosa, porém chegou em um ponto onde os beijos começaram a se tornar mais intensos e as mãos dele começaram a ganhar vida. No inicio era uma caricia em meus seios por cima da blusa, depois ele começou a passar a mão nas minhas costas por baixo da blusa. Eu ficava apreensiva, mas ele agia de maneira natural e em meio aos tórridos beijos que faziam meus hormônios adolescentes ferverem, suas mãos iam explorando meu corpo. Nunca o deixei passar sua mão além do meu umbigo, mesmo com todos os pedidos dele, mas isso não o impedia de esfregar sua perna entre minhas pernas e me deixar excitada.
Esse esfrega-esfrega, as caricias e os beijos tórridos foram minando minha resistência, e como estava completamente apaixonada, no meu aniversário de dezessete anos marcamos de nos encontrar durante a madrugada ao lado do riacho.
Eu tinha amigas da escola que já haviam perdido a virgindade e me contaram como era e todas as cenas quentes dos livros de banca que eu lia, me fizeram desejar ter minha primeira vez. Seria uma noite especial. Era a noite do meu aniversário, seria com o namorado que eu amava e seria sob a luz da lua. Nada poderia ser melhor.
Doce ilusão.
Quando cheguei ao nosso encontro encontrei Léo alterado. Ele havia bebido. No inicio ele tentou ser delicado e carinhoso. Como eu estava com medo de sentir dor, pedi para ele ir com calma. Depois de alguns beijos e amassos, nossas roupas foram sendo tiradas lentamente. Quando ambos estávamos nus, toda a delicadeza de Léo foi para o espaço.
- Quanto mais rápido for, menos dor você vai sentir. – Ele me disse, ao se deitar por cima de mim depois de por a camisinha.
Eu acreditei nele e vi que o que estava nos livros não era o que acontecia na vida real. Sexo pra mim era doloroso e sem nenhum prazer.
Depois de consumado o ato, ele apenas rolou para o lado e me entregou minha roupa.
- Acho melhor você se limpar pois há sangue. – Ele disse sem olhar pra mim.
Não respondi nada. Eu sabia que sangraria. Minhas amigas haviam me contado e eu estava prevenida, dentro da minha bolsa havia uma pequena toalha. Depois de me limpar e me vestir, montei em meu cavalo a muito custo, por causa da dor, e voltei para casa.
Depois disso Léo e eu voltamos a nos encontrar algumas vezes, porém meu pai comprou uma casa mais próxima ao centro de Pomerode e nosso namoro as escondidas ficou cada vez mais difícil. Certa noite, Léo me pegou em casa de carro e fomos dar uma volta. Eu disse aos meus pais que iríamos tomar um sorvete, mas ele me levou para uma rua deserta para transarmos dentro do carro.
Só que nesse dia, ele me pediu para fazer uma loucura. Ele queria transar em cima do capô do carro.
- Vamos boneca. A rua está escura e ninguém vai ver. – Ele pediu de maneira carinhosa.
Eu não vi problema e deixei que ele me convencesse. Chegando a tal rua escura, ele estacionou o carro e me pediu para descer. Apesar da rua não ter iluminação, a lua cheia clareava tudo e tornava minha pele branca visível a metros de distância.
Começamos a nos beijar e em pouco tempo eu estava nua e sentada sobre o capô do carro. Ele havia tirado a camisa, mas ainda conservava sua calça. No inicio achei estranho, mas não me importei muito. Logo ele abriu o botão e baixou o zíper apenas o suficiente para que seu membro saltasse e ele pudesse penetrá-lo entre minhas pernas.
Estávamos no meio da transa quando começo a ouvir assobios e risadas. Eu congelei na hora. Havia alguém nos vendo.
- Léo, pare. – Pedi. – Pare, tem alguém nos olhando.
- Não é nada Boneca. Fique calma.
Porém não pude ficar calma, as risadas e assobios se juntaram a imitações de gemidos e fiquei muito incomodada. Empurrei Léo e corri para pegar minhas roupas que estavam penduradas na porta do carro. Antes que eu pudesse começar a me vestir, três rapazes saíram de trás de um matagal onde eles estavam escondidos.
- Porra galera, eu tava quase gozando. – Léo disse frustrado.
Olhei pra ele por instante sem entender, mas quando percebi o que estava acontecendo eu não quis acreditar.
- Léo? – Chamei-o. Eu ainda estava com as minhas roupas na mão tentando cobrir minhas partes.
- Se eu fosse você me vestiria de uma vez antes que eles fiquem animados demais.
Eu nunca tinha me sentido mais humilhada na vida. Entrei no banco de trás do carro, tentando me vestir o mais rápido possível, eu chorava. Chorei enquanto me vesti, chorei quando percebi que os amigos de Léo me olhavam pela janela, chorei pela vergonha e chorei principalmente por perceber que o meu príncipe encantado não passava de um babaca, arrogante e mentiroso. Tudo que ele quis era me usar e me expor para seus amiguinhos.
Naquela noite voltei pra casa e com todo o orgulho que eu tinha, passei a fingir que Léo não existia na minha vida. Não me dei ao trabalho de voltar a falar com ele, apenas o ignorei. Por dentro meu coração estava partido, mas por fora adotei cara de paisagem e tentei seguir minha vida em frente.
Tudo correu muito bem por cerca de um mês depois daquela noite, porém Léo não aceitou bem o fato de eu não falar com ele e não querer mais ficar com ele. Foi então que comecei a perceber que por onde eu andava as pessoas ficavam me olhando. Algumas riam, outras cochichavam. Certa vez uma senhora veio até mim e disse com todas as letras que eu deveria ter vergonha de ser uma perdida. Na hora não entendi e quando comentei com minha amiga Evellin ela muito sem jeito me contou o que estava acontecendo.
Quando percebeu que eu não iria mais voltar para ele, Léo começou a contar tudo o que fizemos. Como a cidade é pequena, a história logo se espalhou. Uma jovem namorando escondido e tendo relações com o namorado era uma fofoca quente em uma cidade pequena, só que não satisfeito, Léo depois de beber muito começou a contar sobre a noite em que os amigos dele nos viram transando, porém na versão dele eu havia transado com todos.
Quando eu soube disso, fiquei horrorizada. Como o cara por quem eu me apaixonei e entreguei meu coração e meu corpo poderia fazer isso comigo? As semanas seguintes foram terríveis. Era chacota dos alunos da escola, nas ruas as pessoas me olhavam torto, e tudo isso fazia eu me sentir horrível, mas nada foi pior do que a reação do meu pai quando ouviu esse boato.
Lembro do dia que ele chegou em casa mais cedo e eu estava no meu quarto. Ele entrou sem bater e foi logo gritando comigo.
- Como você pode ter feito uma coisa dessas Deborah? Como posso ter te criado tão errado ao ponto de você virar uma prostituta? – Ele gritava.
- Calma, pai. É mentira. É tudo mentira. – Eu chorava e implorava para que ele me ouvisse.
- É mentira? Você está querendo dizer que você ainda é virgem? Porque se for isso, eu vou pessoalmente tirar satisfação com quem começou essa fofoca. – Ele baixou o tom e vi que havia esperança em seus olhos.
- Não, pai. Eu não sou mais virgem, mas nunca fiz o que estão dizendo por ai... Com vários ... – Chorei ainda mais.
- Com quem, Deborah? Com quem você dormiu?
Eu não respondi. Não tinha coragem.
Minha mãe que ao ouvir a gritaria, interveio tentando acalmar os ânimos.
- Calma, Ambrosius. Deixa que eu converso com ela. Você está muito nervoso.
- Nada disso. Eu só quero um nome.
- Léo. – Eu sussurrei.
Meu pai pareceu não ouvir, mas então vi o ódio surgindo em seus olhos. Seu tom baixou e ele sussurrou: - Como você pode fazer isso? Ele é seu primo. Seu primo Deborah. Você não respeita nem a família? Que tipo de mulher você se tornou? Uma vagabunda? Minha filhinha se tornou uma mulher que se deita com qualquer um. – E ele saiu do meu quarto resmungando em alemão.
A decepção que vi nos olhos do meu pai e da minha mãe, me rasgou por dentro e naquele momento eu realmente soube o que era me sentir um lixo.
As semanas seguintes não ajudaram a melhorar minha situação. Passei a não me importar com o que os outros falavam ou faziam, mas me importava muito com as reações do meu pai. Ele simplesmente parou de falar comigo. Passamos quase três meses apenas falando o necessário.
No dia da minha formatura no terceiro ano, minha mãe veio até o meu quarto.
- Você não vai mesmo para a formatura? – Ela perguntou.
- Para quê? Para ouvir risadinhas quando chamarem o meu nome para a entrega do canudo? – Respondi irritada. – Não obrigada.
- Uma hora ou outra, esse povo vai esquecer. Você não pode ficar se escondendo pra sempre.
- De que me adianta o povo esquecer, se meu próprio pai não esquece.
- Ele vai passar por cima disso também, você vai ver.
- Não mãe, eu não vou ver. – Falei e ela me olhou sem entender. – Eu não vou ver porque resolvi que assim que fizer dezoito anos eu vou me mudar daqui.
- Como assim você vai se mudar daqui?
- A única coisa que venho fazendo nos últimos meses é estudar e vou prestar o vestibular na capital. Isso eu já tinha comentado com a Senhora. Se eu passar, vou morar lá. Inclusive a Evellin também está estudando para isso e Seu Lineu e dona Goret já estão morando lá, eles falaram que posso ficar com eles.
- Deb...
- Mãe, entenda. Eu não posso sair na rua sem ouvir uma piada ou coisa pior. Eu não posso sentar na sala sem que eu veja o olhar de desgosto do meu pai. O que mais eu posso fazer? No final das contas eu sou a culpa pelos meus atos, mesmo que tenha sido enganada.
- Eu sei que não tem sido fácil pra você, meu bem, mas dê tempo ao tempo. Daqui a pouco tudo volta a ser como antes.
- Desculpa, mãe, mas estou enlouquecendo. Eu preciso respirar. Preciso de liberdade pra ser e fazer o que eu quiser. Você sabe que não sou esse tipo de pessoa que todos falam.
- Eu sei meu bem. Eu acredito em você. Só acho que você se mudando vai acabar fugindo do problema ao invés de enfrentá-lo.
 - Ou eu posso estar dando espaço e saindo de cena para que as pessoas esqueçam de mim.
- Você tem certeza que é isso que você quer?
- Tenho mãe. Eu preciso poder viver sem a sombra dos meus erros e sem ter que correr o risco de olhar para a cara do Léo novamente.
- Ok então. Eu vou ver o que eu posso fazer para te ajudar. Vou falar com o seu pai.
- Mãe... – Eu sabia que precisaria de ajuda, mas não queria ter que pedir para meu pai.
- Filha, ele está magoado, mas você é filha dele e ele te ama.
Depois daquela conversa, vi meus pais discutindo e brigando algumas vezes, mas minha mãe não tocou mais no assunto.
Faltando duas semanas para o vestibular, juntei toda a mesada que eu vinha guardando durante muito tempo e comprei a passagem de ida e volta até Florianópolis. Cheguei em casa e mostrei para minha mãe.
- Já combinei com seu pai e com a Goret. Se você passar no vestibular, vamos bancar as suas despesas iniciais e você vai ficar lá na Goret.

Eu não podia acreditar. Pela primeira vez em meses eu senti felicidade de verdade. Eu estava tão alegre que abracei e beijei minha mãe. Eu tinha um motivo para ter esperança de ser feliz. Eu me dediquei ainda mais aos estudos. Eu tinha uma meta e precisava alcançar. Minha meta era ser feliz, mesmo que pra isso eu tivesse que deixar tudo o que conhecia para trás.


Continua na terça feira...



terça-feira, 24 de junho de 2014

Capítulo 07

Diego

Como ela é gostosa!” Essa é a primeira coisa que penso quando vejo Deborah deitada. Passei a língua nos lábios salivando de desejo de sentir o gosto dela. A segunda coisa que percebi e que fez meu pau pulsar como se tivesse vida própria, foi o caminho de pelos loiros em sua boceta carnuda.
Segurei o pé direito dela e beijei, logo fui beijando a canela, panturrilha e a coxa. Quando cheguei na virilha dei um beijo mais demorando e fui para o outro pé e dei a mesma atenção a sua perna torneada. Por fim cheguei em meio as suas pernas e beijei ali, um beijo casto calmo e cheio de desejo, ela gemeu baixo e abriu mais as pernas.
– Linda! – Falei mais para mim do que para ela. Hipnotizado com a visão da bocetinha branca com aqueles pelos dourados e por dentro tão vermelha, eu podia gozar só olhando para ela.
Não perdi tempo e passei a língua bem devagar pelos grandes lábios, ela se contorceu, segurou minha cabeça com força e tentou reprimir um gemido. Gemi junto com ela, sentindo aquele sabor almiscarado e único. Enfiei a língua na carne molhada e cheguei ao botão de nervos já inchado e excitado, beijei, lambi e mordisquei, a levando a loucura. Ela ficou louquinha tirando os quadris da cama querendo mais, introduzir dois dedos em seu canal apertado, foi o suficiente para fazer ela gozar, tremendo, apertando meu rosto dentro de suas pernas e mordendo o lábio para não gritar.
- Por favor, Di. – Ela gemeu e arranhou minha cabeça.
– Por favor o que, minha Panterazinha? – Perguntei e subi por seu corpo beijando cada pedacinho, cheguei a sua boca gostosa e ataquei com vontade, beijei, mordi, chupei, tremendo de desejo. Não podia esperar mais, tinha que entrar nela, logo. – Deb, vou entrar em você agora. – Disse pegando a camisinha que havia deixado no criado mudo, rasguei o pacote e desenrolei no meu pau tão duro como não lembro de já ter estado antes.
Passei a cabeça do meu membro nos lábios da bocetinha gostosa e ela empinou o quadril cheia de tesão querendo que eu entrasse logo.
– Você pediu para que eu fizesse amor contigo, não foi? – Ela assentiu parecendo incapaz de responder. – Responde, Deborah. – Falei com a boca colada no ouvido dela e vi seu corpo inteiro se arrepiar. Adoro ver o esforço que ela faz para falar, quando está cheia de desejo.
 – Sim. – Ela fala e mais parece um gemido.
– Então fica bem quietinha que vou fazer o que você quer, mas vou fazer do meu jeito para não te machucar. – Percebo que o som ainda está tocando e a voz de Armandinho cantando Desenho de Deus chega ao meu ouvido. Encosto minha boca no ouvido da Deb e canto baixinho:
Papai do céu na hora de fazer você
Ele deve ter caprichado pra valer
Botou muita pureza no seu coração
E a sua humildade fez chamar minha atenção
Tirou a sua voz do própolis e mel
E o teu sorriso lindo de algum lugar do céu
E o resto deve ser beleza exterior
Mas o que tem por dentro para mim tem mais valor



Entrei nela aos poucos, me controlando para não entrar de uma vez e machucá-la.
– Ahhhh, Deb. – Gemi quando entrei todo, beijando sua boca e acariciando seu rosto. – Tão apertadinha e molhada para mim. – Disse nos lábios dela.
Sempre gostei de sexo duro e rápido, só que alguma coisa nela acionava um controle que eu nem sabia que tinha, só sabia que tinha que ser devagar. Segurei seus quadris e comecei a mover bem devagar, sair quase tirando tudo e depois entrei de uma vez. Encontramos nosso ritmo e nos movemos juntos, numa sintonia perfeita.
- É tão bom estar dentro de você, Deb. Tão gostosa que não quero que acabe. – Desde a primeira vez que ficamos senti que seria assim, gostoso, intenso e que nos encaixaríamos perfeitamente. Tinha que ter certeza que ela não queria só brincar comigo, afinal já tenho 31 anos, passei da idade de me acomodar com uma mulher...
Meus pensamentos e meu controle foram para o espaço, quando Deborah apertou meu membro dentro dela. E falou cheia de tesão:
– Ai, Di. É tão bom sentir você assim, dentro de mim... – E parou de falar quando a beijei com força engolindo seus gemidos. Quebrei nosso beijo e desci a boca para um mamilo pontudo, chupei com força e ela veio gemendo meu nome alto.
– Isso, Deb. Goza no meu pau... Gostoso assimmm. – Dei mais algumas estocadas nela e gozei forte. Cai deitado por cima dela, beijando, abraçando, cariciando seu corpo, maravilhado com as sensações. Sai de cima dela por tempo suficiente para tirar a camisinha depois voltei e deite puxando ela para cima de mim. Ter ela assim deitada em cima de mim já virou rotina entre a gente, quando não é deitada é sentada.
Abracei Deb, ela com a cabeça no peito e as mãos em meus braços acariciando meus bíceps. Conheço-a há alguns anos e já saímos várias vezes e não sabia que ela tinha uma tatuagem, estou muito curioso para saber o por quê daquela escolha de desenho, acariciei suas costas e encontrei o local exato onde está a tatuagem, são duas panteras, uma negra de olhos castanhos e a outra branca de olhos azuis formando o símbolo do Yign yang, resolvi perguntar.
– Deb, agora explica essa tatuagem nas suas costas. Há quanto tempo você tem ela?
- Fiz assim que completei 18 anos. Escolhi as panteras como um sinal de liberdade, fui criada muito pressa cheia de regras e normas, mas aqui apesar de ainda ter horário para tudo, pois Dona Goret e Seu Lineu eram tão rígidos quanto os meus pais, eu me sentia mais livre, por ser um local onde eu não conhecia ninguém. Cidade pequena pode ser um inferno. E o Ying yang como sinal de equilíbrio. – Ela fala e dá uma risadinha.
- Achei linda. Mas porque os olhos com esse amarelo parecendo dourado? – Aquilo me inquietava, fiquei pensando que poderia ser por causa de algum homem e não sei ao certo o motivo, mas realmente não gostei daquele pensamento mesmo que fosse um achismo. Imaginar que ela podia ter um amor antigo e que esse uma hora apareceria para reivindicá-la como aconteceu com a Anne, não era nada agradável. Tinha certeza que a dor de um pé na bunda dado pela Deborah seria muito maior.
- Gosto da cor e achei que o dourado sobressaia melhor no preto do que o prata do desenho original, que acabaria sendo branco se fosse colocar na tatuagem. – Ela falou com muita segurança, mas mesmo assim ainda fiquei com uma pulguinha atrás da orelha.
- Passa a noite comigo? – Ela disse meio incerta. Quebrando os meus pensamentos, me fazendo concentrar nela.
– Você quer mesmo que eu fique? – Perguntei para ter certeza que não era só fogo do momento ou educação, sei lá.
– Sim, mas só se você também quiser ficar. – Agora entendi a incerteza, ela estava com medo que eu não quisesse.
Não respondi com palavras mas a beijei com vontade, ficamos na cama nos beijando e acariciando. Depois de um tempo peguei a tigela de brigadeiro que estava no chão. – Só tem esse brigadeiro? – Pergunto para ela que esta deitada na cama do jeitinho que veio ao mundo. Parece tão desinibida.
- Tem outra tigela na sala e ainda tem mais na panela.
- Certo. Já volto. – Visto a cueca e saiu do quarto, busco com os olhos a tigela, encontro no braço do sofá, a pego, vou a cozinha e coloco mais brigadeiro nas tigelas e volto para o quarto.
Encontro Deb saindo do banheiro, vestida na camisola que deixa pouquíssimo para a imaginação e pelo que percebo está sem calcinha. Deixo as tigelas no criado mudo e vou em direção a ela. Laço sua cintura com as minhas mãos e a puxo para mim, beijo seu pescoço e falo bem baixinho com a boca colada no ouvido dela:
- Tira essa camisola e deita na cama de barriga para cima com os braços atrás da cabeça e as pernas bem abertas. Agora é minha vez de brincar com você. – Vejo que já está toda arrepiada e excitada só com a minha voz, passo a língua na concha do ouvido dela e sinto seu corpo estremecer. Me afasto dela e sigo para o banheiro.
Quando volto, ela está deitada do jeito que falei e levo um tempo apreciando a vista. Os cabelos loiros estão emoldurando seu rosto que parece um pouco envergonhado com o meu olhar. Só em olhar ela deitada da maneira que pedi, já começo a ficar excitado.
Olho nos olhos dela e pego um pouco de brigadeiro com os dedos, levo aos meus lábios chupando os dedos como ela tinha feito. Tiro o dedo da boca e pergunto:
 - Quer um pouco?
- Quero. – Ela responde, parecendo incapaz de uma resposta mais elaborada. Pego um pouco de brigadeiro com os dedos e levo aos lábios dela, ela suga meus dedos com afinco e a minha excitação só aumenta.
 Retiro meus dedos da boca dela e passo novamente no brigadeiro, esfrego em um seio sem tocar no mamilo, repito o mesmo no outro, coloco meus dedos novamente nos lábios dela e enquanto ela limpa cheia de tesão, eu sugo um seio tirando todo o doce até ficar limpo. Sinto ela apertar as pernas juntas e sugo o outro seio, vou passando brigadeiro no corpo da Deborah, chupando, lambendo e mordiscando cada pedacinho até ela implorar que eu a penetre. Não faço isso imediatamente, pois minha ideia é que a noite seja longa. E será.


*~*~*

Deborah

Abro os olhos e vejo o peitoral de Diego, a minha cabeça encontra-se exatamente nesse local, beijo com carinho e admiração, quando mexo o meu corpo percebo que estou deitada em cima do dele. O corpo dele todo esticado sob o meu, as nossas pernas estão entrelaçadas. Ele está todo delicioso e nu. Ontem à noite ou hoje de madrugada não sei ao certo, fiquei super sem jeito quando ele pediu que eu dormisse sem roupa com ele. Ele me explicou que e costume de criança de quando morava na Bahia, ele disse que lá era muito quente e ele sempre tirava a roupa no meio da noite, quando veio para cá a mãe dele tentou fazê-lo mudar isso, mas não conseguiu. Foi bem enfático ao me dizer que sempre, sempre dorme pelado. Não gostei muito dessa informação, pois pensei logo nele dormindo com outras mulheres e elas acordando e sentindo a ereção matinal dele, que neste momento pressiona quente, grande e grossa na minha barriga.
- E ele disse que não fica duro o tempo todo. – Penso alto.
- E não fico, pois não é sempre que tem uma mulher linda, me fazendo de colchão. – Ele diz com a voz rouca e divertida.
- Pensei que você estava dormindo. – Digo e tento sair de cima dele.
- Acordei quando você beijou meu peito. Essa sua boca é a minha perdição. E não estou reclamando, adorei ser o seu colchão, sempre que quiser é só me chamar. – Ele fala e me beija, virando meu corpo para a cama e acariciando cada pedacinho de mim, retribuo na mesma medida e nos amamos mais uma vez.

*~*~*

- Você é uma péssima influência. – Digo ao Diego assim que olho o relógio e vejo que já são cinco e vinte.
- O que eu fiz? – Ele pergunta com inocência.
- Fez com que eu perdesse meu horário na academia. O Samuel vai me matar. – Falo lembrando que do personal adora pegar no meu pé.
- Samuel? Que Samuel? Deborah, quero deixar bem claro uma coisa. – Ele parou e sentou na cama, me puxando para que sentasse olhando nos olhos dele. – Não vou dividir você. – Ele falou isso em uma voz tão baixa e calma, que pensei que tinha ouvido errado.
- Respondendo a sua pergunta, Samuel, é o personal da academia, faço aula com ele a mais de 3 anos e somos amigos. – De propósito deixei de fora algumas informações: 1) O Samuel é muito bem casado. 2) Até onde eu sei é fiel. E o 3) Ele não faz meu tipo. Muito bombado para o meu gosto. Mas super amigo e sempre pega no meu pé quando eu relaxo um pouco nos exercícios, ou quando falto sem “motivos fortes”, como ele diz.
- É só isso que você tem a dizer? – Ele fala cheio de chateação.
- O que você quer Diego? – Pergunto, quero ouvir dele um pedido de exclusividade, que eu já venho dando desde que nos beijamos.
- Não quero que você fique com mais ninguém. – Abro a boca para falar que quero o mesmo, mas ele não deixa que eu diga nada e completa: - Não fiquei com ninguém desde o nosso beijo na festa. Já sei que você é ciumenta e além disso, no momento só quero você. – Ele fala e me puxa para o colo, me abraçando e beijando na boca.  Olho por cima do ombro dele para o relógio no criado mudo e vejo que se continuarmos assim vamos nos atrasar.
- Di, você realmente é uma perdição, vamos tomar banho ou acabaremos nos atrasando. Minha primeira aula é às seis e trinta. – Falo já levantando e indo para o banheiro.
- A minha começa às oito, e eu ainda vou em casa para voltar. Não se preocupa eu te deixo lá.

*~*~*

Minha semana passa calmamente. Minha rotina é a mesma de sempre, porém agora inclui Diego no final do dia. Todos os dias tentamos nos organizar para esperarmos um ao outro e ele me levar até em casa. Algumas vezes nosso horário não coincide, mas estamos sempre em contato. Ele está sendo uma grande surpresa pra mim. Achei que ele seria mais do tipo de cara que guarda certa distância depois que transamos, mas ele fez o contrário. Diego está mais próximo e amoroso. Nesses últimos quinze dias depois que transamos, tivemos oportunidade para repetirmos a dose apenas mais duas vezes, mas nessas duas vezes Diego foi ainda melhor.
É estranho pensar que estamos juntos há pouco mais de um mês, desde a festa. Eu sinto como se tivéssemos juntos durante muito mais tempo. Principalmente na cama. Diego sabe como me tocar, me beijar, me excitar e como me fazer chegar ao ápice. A última vez mesmo, foi de ver estrelas. Ele simplesmente me fez surtar.
Como em outros dias, ele foi me levar pra casa e ficamos conversando na frente do meu prédio. Eu o convidei para entrar, mas ele disse que era melhor não. Insisti mais uma vez e ele novamente negou. Não voltei a insistir, só que quando nos beijamos, o fogo entre nós chegou a um nível que foi simplesmente impossível de suportar. Começamos a nos roçarmos e entre beijos, caricias, gemidos e sussurros, acabamos chegando ao meu apartamento. Ele mal entrou no apartamento, encostou-me contra a porta e já estava me despindo.
Quando eu estava apenas de calcinha, ele me ergueu e caminhou comigo até a cama. Ao me soltar no colchão, sua respiração era acelerada e seu olhar era de um felino faminto.
- Deb, preciso me acalmar ou posso te machucar. – Ele sussurrou no meu ouvido quando se deitou sobre mim, ainda vestido.
- Não quero você calmo, Di. Quero você forte, intenso e dentro de mim. Agora. – Eu respondi em seu ouvido e ele gemeu.
Com as duas mãos forcei sua camiseta passar pelos seus braços malhados e pela sua cabeça. Eu estava febril de desejo. Mesmo com o meu pedido, ele diminuiu o ritmo e começou a se despir lentamente. Isso estava acabando comigo. Quando ele ergueu parte do corpo para abrir o botão da calça, aproveitei a distração dele e o virei para o lado, montando-o.
- Uau, acho que alguém está impaciente. – Ele brincou.
- Acho que alguém está muito lento. – Respondi a brincadeira e rapidamente liberei sua ereção, tirando sua calça, cueca e sapatos em tempo recorde, o deixando completamente nu. – Agora está melhor. O que vou fazer com você, em Di?
Enquanto falava, engatinhei de volta para cima dele e me acomodei de modo que o membro ereto, roçava entre minhas pernas. Se eu estava excitada antes, agora que havia apenas minha calcinha nos separando, eu estava em estado de ebulição.
Com muito carinho e firmeza, peguei seu pau entre as duas mãos, coloquei uma camisinha e aproveitei para masturbá-lo, fazendo-o roçar em minha vulva para meu próprio prazer, tirando gemidos, sussurros e palavrões de Diego. Quando ele estava extremamente duro e eu não aguentava mais de tesão, puxei minha calcinha de lado e introduzi seu pau todo de uma vez em minha entrada, sentando sobre ele. Diego urrou de prazer e eu o acompanhei no grito de êxtase. Meu interior foi forçado a se abrir rapidamente para acomodar a largura enorme de Diego, e esse atrito foi simplesmente magnífico.
Após um instante para que meu corpo se adaptasse, comecei a cavalgá-lo com afinco, até que não pude suportar e sucumbi ao prazer, gozando. Diego veio, logo em seguida.
- Você não precisa mais ter medo de me machucar. – Falei quando Diego voltou do banheiro, onde foi descartar a camisinha usada.
- Eu sempre vou me preocupar com você, Deb – Ele respondeu e então sorriu com um olhar pervertido. – Só que agora quero o direito de resposta.
- Nada disso... – Respondi brincando e sorrindo de volta, dei um pulo da cama na tentativa de fugir dele, mas antes que eu chegasse até a porta, ele já havia me alcançado e usando do seu tamanho e da sua força, ele facilmente me prensou contra a parede ao lado da porta. Eu estava contra a parede fria e com um negro alto e quente atrás de mim. Mesmo fingindo tentar escapar, me derreti e gemi quando ele segurou minhas duas mãos na parede com apenas uma das suas e percorreu meu corpo com a outra.
Eu estava nua e o contato de sua mão levemente áspera contra minha pele ainda sensível, me deu arrepios e elevou minha libido rapidamente. Porém minha libido explodiu quando Diego colou sua boca em meu pescoço e quando chegou a minha orelha ele sussurrou em voz rouca:
- Você é tão gostosa que consegue me deixar duro em tempo recorde. – Ele disse isso e lambeu levemente o lóbulo da minha orelha, dando um leve assopro em seguida que fez os pelos do meu corpo de arrepiarem e eu dar um gemido baixo. – Só porque você me deixa assim, agora vou abrir uma exceção e ao invés de fazer amor com você, vou te foder.
- Di... – Gemi
- Vou te foder como você me pediu antes e eu vou te foder com força. Você quer isso, Deb?
- Quero... – Sussurrei, incapaz de responder outra coisa.
Assim que ele me ouviu, sua mão livre foi em direção ao meu seio e o massageou com força o suficiente para me fazer gemer, mas não ao ponto de machucar. Ele dava atenção aos dois seios em igual intensidade e beijava meu pescoço e nuca com vontade. Quando suas mãos abandonaram meus seios, eles estavam vermelhos, quentes e muito sensíveis, eu não esperava que Diego me pressionasse ainda mais até encostar os seios na parede fria. O contado do meu corpo quente com a superfície fria me fez delirar, e o efeito foi intensificado pelo fato que suas mãos desceram e estava fazendo pressão em meu clitóris.
Eu rebolei em sua mão e tombei meu pescoço de lado para lhe dar o maior acesso possível. Nada, em toda a minha vida havia sido tão excitante quanto Diego. Nunca fui santa, mas nas poucas relações sexuais que tive, eu não cheguei a dez por cento dessa excitação.
- O que você quer agora, Deb? – Diego perguntou em meu ouvido.
- Você... – Respondi.
- O que você quer que eu faça com você, Deb? – Ele perguntou e pressionou ainda mais sua ereção contra a minha bunda. Instintivamente, empinei e empurrei levemente.
Ele ainda estava me masturbando e agora esfregava seu pau em minhas nádegas, claramente imitando o que eu havia feito com ele. Variando entre pressionar sua mão mais forte em minha carne úmida e empinar para me esfregar em seu pau, eu estava à beira de um orgasmo.
- Me responde amor. O que você quer que eu faça com você? – Ele sussurrou novamente em meu ouvido. – Responde ou...
Ele começou a retirar a mão, mas eu o pressionei conta a parede.
- Não, por favor. Só me come, não me tortura. – respondi choramingando.
- Às vezes uma pequena tortura também pode ser uma forma de prazer. – Ele respondeu e me virou, mantendo minhas mãos pressas acima da minha cabeça e sem que eu esperasse, colou seus lábios nos meus de maneira desesperada.
Eu tentava retirar minhas mãos de seu aperto, mas era impossível. Queria tocá-lo e forçar seu pau a entrar em mim, só que eu não conseguia fazer nada disso, pois ele controlava minhas ações e antes que ele perdesse o controle, rompeu o beijo e com os olhos firmes nos meus ele ordenou.
- Quero você de quatro em cima da cama. Com as pernas bem abertas. – Dito isso ele baixou minhas mãos e me guiou até a cama, só soltando quando chegamos lá.
Postei-me como ele pediu e fui recompensada com sua boca me beijando, chupando e lambendo nos meus pontos mais sensíveis. Gemi e empurrei o quadril ainda mais pra trás. Quando senti meu orgasmo se formando, ele parou e eu resmunguei. Diego apenas riu e acariciou minha bunda com uma mão, enquanto rolava a camisinha com a outra mão. Com muita delicadeza encostou seu membro em minha entrada, que agora escorria de excitação.
- Você sabe o quão maluco me deixa te ver assim? Ver a sua boceta molhada e pingando por minha causa? Eu quase não consigo me controlar. Ver sua bunda toda empinada pra mim e ter uma visão completa da sua boceta rosada e de seu cuzinho apertadinho, me deixa a ponto de gozar.
Não, isso não pode acontecer, lembro de ter pensado. Então fiz a única coisa que poderia para que ele não terminasse antes mesmo de começar. Eu implorei.
- Diego, por favor. Me come. Estou te implorando. Me fode agora. – Falei em alto e bom som.
- Oh Deb... – Ele gemeu e meteu de uma vez.
Gemi com a sensação do membro enorme dele chegando ainda mais fundo dentro de mim. Eu sabia que ter ele assim, estando de quatro, seria intenso, mas nada me preparou para o que veio a seguir. Ele realmente me fodeu com força e eu simplesmente surtei. Nada se compara ao orgasmo que tive. Dizer que vi estrelas é pouco, eu vi uma constelação inteira. Vi uma galáxia completa.

- No que você está pensando? – Diego me pergunta, me tirando do transe em que eu estava.
Sinto-me ficando vermelha da cabeça aos pés por ser pega pensando em nosso sexo quente, enquanto o aguardava do lado de fora da academia.
- Nada...  – Murmurei e olhei para o chão.
- Você estava pensando em sexo, Deborah? – Ele me pergunta dividido entre divertido e incrédulo. – Oh meu Deus, eu criei um monstro.
- Diego... - Dou um tapa de brincadeira em seu peito e viro-me de costas para ele, tentando controlar a vergonha e o riso que tende a me fazer sorrir pra ele. Diego aproveita me abraça por trás beijando meus cabelos.
- Vamos pra casa, sua pequena pervertida.
Seguimos até a minha casa de mãos dadas e conversando. Paramos em frente ao meu prédio, abraçados nos beijamos como sempre fazemos quando ele vem me trazer. Porém, desta vez foi diferente.
- Deb? – Ouço alguém me chamar. Interrompo meu beijo com Diego e inclino o rosto para ver quem está atrás de Diego, me chamando.
Há muito tempo não via esse rosto, mas mesmo com as mudanças que os anos nos trazem, eu conseguiria identificá-lo sem o menor esforço.
- Léo? – Perguntei incrédula.
Diego ficou tenso ao ouvir eu falar e se virou imediatamente. Vi quando meu Léo o olhou de cima a baixo com curiosidade e então se virou pra mim. Eu mais que rapidamente, os apresente.
- Di esse é o Léo, meu primo. Léo esse é o Diego, o meu... – Eu não queria dizer para Léo o que Diego era meu, muito menos que era meu namorado, mas Diego foi mais rápido.
- Sou o Diego, namorado da Deb.
Os dois se olharam firmemente e quando os olhos de Léo procuraram os meus, vi escrito neles a frase que ele com certeza me faria assim que tivesse a oportunidade de ficar a sós comigo.

“Seus pais sabem que você namora um cara negro?”


Continua na quinta feira...



quinta-feira, 19 de junho de 2014

Capítulo 06

Quatro semanas depois

Cheguei em casa depois da academia, doida para descansar já que hoje não tenho nenhum dos meus clientes de massagem marcado e cheguei às dezoito e quarenta em ponto.
Louquinha para matar a minha vontade de comer chocolate. Não é qualquer chocolate, é brigadeiro feito em casa, com Nescau e leite condensado. Isso por que além de uma TPM e um tesão sem fim, hoje cedo quando estava em minha aula de musculação começou a tocar a música Chocolate na voz de Marisa Monte. E eu só pensava em comer o Diego com uma colher. Como pelo que parece, não posso comer ele, resolvi diminuir esse desejo comendo chocolate, o que na minha mente perturbada, significava comer o Di, pois sempre que penso nele, o imagino como uma barra de chocolate gigante. Até pedi ao Samuel, um dos personais lá da academia, para passar a música para o meu celular e coloquei-a como toque para quando ele ligar.
Toda essa loucura por chocolate e pelo Diego se explica pelas várias vezes que saímos e demos amassos deliciosos sem passar disso, amassos. Estamos nos vendo a mais de três semanas e até agora ele não fez qualquer movimento que indicasse que iríamos dormir juntos. Isso está me levando a praticamente subir pelas paredes. Já que não posso atacá-lo, vou atacar uma panela inteira de brigadeiro de colher e ver se meu tesão se acalma.
Quando estou desligando o fogão e colocando minha panela cheia de brigadeiro em cima da pia para esfriar, ouço minha campainha tocar. Deve ser uma das vizinhas, já que meu interfone não tocou. Porém, quando vou abrir a porta sem olhar pelo olho mágico, lambendo os dedos por ter pego um pouco de brigadeiro da colher, dou de cara com minha versão preferida de chocolate: Diego.
- Oi Deb. - Ele diz me encarando e em seguida vejo seus olhos descerem até minha boca, onde eu continuo chupando um dedo.
-Oi, Di. - Digo assim que tiro meu dedo da boca. - Como você conseguiu entrar? - Pergunto curiosa, ao mesmo tempo que o deixo entrar no meu apartamento.
- Uma vizinha sua estava saindo e aproveitei a porta aberta para entrar. - Ele sorri e então fica sério. - Estou atrapalhando? Você está esperando alguém? Eu não devia ter vindo sem avisar, mas estava passando por aqui...
- Não tem problema, Di. - Eu o tranquilizo. - Eu só estava fazendo um brigadeiro de panela e planejando ver alguma coisa na tevê.
Nesse instante ele retira seus olhos dos meus e percorre meu corpo. Sua expressão e seu olhar mudam e me dou conta que estou apenas de camisola preta. Como planejava assisti tevê e depois ir dormir, tomei meu banho e já coloquei minha camisola favorita. Ela é simples, mas um pouco transparente e estou apenas de calcinha por baixo.
Ao ver seu olhar, sinto meu corpo esquentar. Sem dizer nenhuma palavra, ele se aproxima de mim, me prensando contra a porta. Seus olhos cravam-se nos meus, seu perfume amadeirado me inebria e deixa-me com as pernas bambas.
- Você sempre atende a porta vestida assim? - Ele sussurra, abaixando sua boca até estar próxima da minha. Quando penso que ele vai me beijar, ele lambe o canto da minha boca. - Hummm.... Brigadeiro e Deb. Gostei da combinação.
Ele não consegue terminar de falar e eu já avancei sobre sua boca e o beijei loucamente. Enquanto eu o puxo contra mim e me deleito com o leve gosto de brigadeiro em sua língua, ele passa uma mão envolta do meu pescoço e a outra foi parar nas minhas costas, me pressionando contra seu membro semiereto.
Quando minhas mãos já estavam percorrendo seu peito em busca da barra de sua camisa, ele rompeu o beijo.
- Se você atender a porta sempre vestida assim e beijando dessa maneira, vou ser obrigado a vir aqui mais vezes. - Ele brinca.
- Essa recepção não é sempre, então aproveite. - Brinquei também mas, na esperança que ele levasse a sério o que eu acabei de dizer.
Porém ele pareceu levar na brincadeira, pois se afastou de mim.
- O que você pretende assistir?
- Ainda não descobri, mas sente-se no sofá e vá escolhendo algo interessante. - Eu disse, indo para a cozinha para me acalmar enquanto coloco o brigadeiro em dois potes de sobremesa. Só de pensar nele comendo esse brigadeiro ou melhor, só de pensar em comer esse brigadeiro usando ele de recipiente, já me deixava em brasa.
Volto para a sala e Diego está assistindo, sentei ao lado dele e entreguei sua tigela, assim que ele pegou levei uma colherada da minha tigela à boca e lambi a colher com lentidão, senti os olhos do Diego em mim e virei a cabeça para encontrá-lo me encarando com olhos famintos e respiração irregular. Ele coloca a tigela no braço do sofá e fala em voz baixa e rouca:
- Vem aqui Deborah.
- Aqui aonde? Já estou sentada ao seu lado. – Falo com uma cara de falsa inocência.
- Você está mesmo a fim de me levar a loucura, não é? – Ele rosna. Percebo que fita meus mamilos que estão ficando duros, por conta de todo o tesão que estou sentindo.
– Não foi minha intenção. Vou trocar de roupa e já volto. – Digo meio sem jeito já levantando do sofá.
– Nada disso, vem aqui. - Diz baixinho olhando em meus olhos e me puxa para o colo dele, de forma que estou montada nele. – Sente o que está fazendo comigo? Você me deixa louco apenas lambendo uma colher. Me faz pensar em você me lambendo. – Ele diz com a voz rouca.
Sinto-me poderosa e sem pensar duas vezes, passo dois dedos na minha tigela e os levo aos meus lábios, lambendo e chupando meus dedos de maneira totalmente desavergonhada e por mais tempo do que o necessário. Sinto seu membro enrijecer mais sob mim.
Diego tira meus dedos de minha boca e leva aos lábios dele, quando sinto sua boca sugando meus dedos, fecho meus olhos para absorver todas as sensações. Enquanto uma de suas mãos está segurando meu pulso, a outra mão passeia pelas minhas costas em direção a minha bunda. Quando sua mão grande para acima da minha bunda, me movimento lentamente e ele segura com mais firmeza minha bunda, me fazendo gemer.
Estou tão excitada que poderia estuprá-lo, mas ele rompe nosso contato, me colocando de volta no lugar ao lado dele.
- O que... Aconteceu? – Consigo perguntar com a voz tremula.
- Nada, só achei que iríamos assistir televisão. – Ele disse sem me olhar nos olhos.
Senti meu controle e minha paciência saírem pela janela de mãos dadas. Eu estou excitada, ele também. Eu sou maior de idade, vacinada, dona do meu nariz e pagadora das minhas contas, o que nos impede? A não ser que...
- Você não quer ir pra cama comigo. – Falo baixinho. Não era uma pergunta, era uma constatação e ele entendeu isso, pois sua postura mudou imediatamente.
- Deb, não é isso. – Ele falou com uma pitada de urgência na voz. – Você acha que não quero transar com você? Pelo amor de Deus, Deb. Eu nunca estive tão excitado em toda a minha vida. Eu estou sentindo dor de tão duro e você acha que não quero transar com você?
- Sinceramente?  Sim, acho que você não quer ir para a cama comigo. – Respondi imediatamente, me levantando e começando a caminhar no meio da sala.
Ele levantou-se e me segurou tão próximo ao seu corpo que quase pude ouvir seu coração batendo sem nem encostar meu ouvido em seu peito. Escondi meus olhos em seu peito, ele pegou minhas mãos e levou ao seu membro totalmente ereto.
- Se você não acredita no que eu digo, acho que você pode acreditar nisto. Ou você acha que fico duro desse jeito o tempo todo. – Ele respondeu em um tom de voz que reconheci ser irritação. - Você ainda acha que não quero te levar para aquele sofá e te comer até que nós dois não consigamos caminhar?
Eu balancei minha cabeça negativamente enquanto perguntava:
- Então por quê? Por que não podemos ir para aquele sofá e fazer o que nós dois queremos? – Dei ênfase ao ‘nós dois’ para que ele percebesse que eu também queria.
- Esse é o problema, Deborah. – Ele falou e se afastou de mim, me dando as costas e indo em direção a janela da sala. – Eu não quero que seja assim. Não com você, sexo simplesmente não vai me satisfazer. Você não é mulher para uma transa sem compromisso. Quando eu transar com você, quero corpo e alma juntos, não apenas a satisfação de um desejo carnal.
- Você quer ouvir eu te amo antes de me levar pra cama? – Perguntei ironizando. – Diego, você fala como se fosse uma mulherzinha virgem. Cadê o cara pegador e comedor que eu tanto ouvi falar?
- É isso que você quer Deb? Um cara que vai te comer e depois vai continuar a vida dele como se nada tivesse acontecido?  - Ele virou para me encarar.
- Você não era assim com a Anne. – Falei antes de ter consciência de ter dito.
- Não, eu não era assim, mas eu também não era feliz e agora eu quero ser feliz. – Ele disse com um olhar triste.
Vê-lo com aquela carinha tão triste, me doeu e sem pensar duas vezes, fui em sua direção e me abracei nele.
- Desculpa. Eu sou uma idiota cheia de hormônios. – Eu disse, dando um selinho em seus lábios e o vi relaxar levemente. – Posso te fazer só mais uma pergunta?
- Claro.
- Se eu te pedisse para fazer amor comigo hoje, você iria negar? – Falei corajosamente, olhando em seus olhos. Vi quando suas íris se dilataram e seu olhar se transformou em um olhar de desejo.
- Não, eu não iria negar se esse for um pedido da Deborah e não dos hormônios. – Ele respondeu dando um sorrisinho sensual.
- Um pedido 60% Deborah e 40% hormônios, vale? – Respondi, colando meu corpo ao dele e acariciei de leve seu membro que já estava duro.
- Deb...
Ele não terminou a frase. Seus lábios foram sugados pelos meus. Eu o beijei com urgência enquanto o empurrava de volta para o sofá. Quando ele sentou-se, montei nele e voltei a beijá-lo e me esfregar em seu membro duro.
- Calma Deb, ou vou gozar sem nem tirar minha calça. – Ele disse quando nossos lábios se separam. Tentei me acalmar e para esfriar um pouco as coisas, levantei, desliguei a televisão e liguei o aparelho de som. Estava tocando We Are Young da banda Fun. Com a Janelle Monáe.
- Amo essa música e acho que ela cai como uma luva pra nossa noite. – Digo pro Di.
- Porque você acha isso?
- Por causa do refrão. – Digo e cantarolo o trecho.


Tonight
We are young
So let's set the world on fire
We can burn brighter
Than the sun

Hoje à noite
Nós somos jovens
Então vamos deixar o mundo em chamas
Nós podemos queimar mais brilhantes
Que o sol



- Você realmente quer deixar o meu mundo em chamas, não é? – Diego diz, levantando do sofá e vindo em direção a minha estante de livro. – Escolha interessante de livros.
Eu apenas sorrio e paro ao lado dele. Se ele soubesse do que se trata a maioria desses livros, aposto que ficaria vermelho.
- Você curte um livro hot, heim? – Ele diz sem nem ao menos tirar os livros da prateleira.
- Você os conhece? – Pergunto espantada.
- Alguns. – Ele admite. – Mas não é muito a minha leitura. Gosto mais de livros de menino. Pouco romance e muita ação, suspense e terror.
- Agora eu choquei. – Brinquei com ele. – Além de lindo e bom dançarino, culto. Estou ferrada contigo.
Ele passou a mão pela minha cintura e me abraçou. Sussurrando em meu ouvido. – Qual deles que te deixou com maior tesão?
Sua voz me deixou arrepiada.
- Nenhum me deixa com mais tesão que a sua voz no meu ouvido.
- Você gosta quando falo no teu ouvido? – Ele perguntou, colando seu corpo ao meu e ficando mais perto do meu ouvido.
Apenas balancei a cabeça, incapaz de formular uma resposta. Ele se afastou um instante para pegar um livro e vi que ele estava com o Peça-me o que quiser da Megan Maxwell nas mãos.
- Você já fez alguma das coisas que tem nesse livro? – Ele perguntou, olhando-me nos olhos.
- Não. Você já? – Perguntei, realmente curiosa sobre isso.
- Poucas. – Ele disse simplesmente.
- Vai me fazer implorar por mais informações? – Sorri pra ele.
- Eu adoraria ver você implorar. – Ele disse.
Ambos sabíamos que ele não estava falando sobre implorar por informação e isso se tornou mais evidente quando a mão dele chegou até o meu seio e o acariciou por cima do tecido da camisola.
- O que você fez Diego? – Eu perguntei com a voz rouca.
- Fui a uma casa de Swing e fiquei observando alguns casais transarem. – Ele falou e levou sua mão em direção a minha barriga. – Eu fui convidado a participar de uma dupla penetração.
Ele parou sua mão exatamente em cima da minha calcinha e fez uma leve pressão. Eu gemi de leve e inconscientemente me aproximei.
- E você participou? – Perguntei, tentando imaginar como deveria ser a sensação de ser duplamente penetrada. Estremeci de medo e uma curiosidade que beirou o desejo de experimentar coisas tão diferentes para mim.
- Sim. – Ele responde baixinho e abaixa o rosto para beijar meu pescoço. – Você nunca fez nada assim, Deb?
- Nada de dupla penetração, sexo com mulher, ou com alguém olhando. – Disse, um pouco tímida por falar sobre as minhas peripécias sexuais, que se resumiam a posições variadas e sexo oral.
- E você tem curiosidade de experimentar? – Ele pergunta, agora acariciando de leve entre minhas pernas enquanto beija meu pescoço.
- Eu... – Gaguejo quando ele coloca a mão por dentro da minha calcinha.
- Você....
- Eu tenho curiosidade e medo. – Respondi sinceramente, entre gemidos baixos.
- Ter curiosidade já é o primeiro passo, mas os passos mais importantes é dialogar com seu parceiro e conhecer seu próprio corpo. – Ele fala e dá beijos no meu pescoço, orelha e queixo. – Você conhece o próprio corpo, Deb?
Eu não respondi. Ele estava acariciando meu clitóris tão lentamente que o máximo que eu consegui fazer foi gemer, e mexer meu quadril para ficar mais próximo dos seus dedos.
- Responde Deborah. – Ele falou e pressionou mais apertado meu clitóris me fazendo ofegar. Se ele continuar dessa forma, eu irei ter um orgasmo em breve. Muito breve. – Me diz Deb, você se masturba?
As leves pressões somadas aos movimentos lentos estavam me levando à loucura. Meu Deus, eu estava para ter um orgasmo em pé no meio da minha sala com apenas alguns toques de seus dedos e ele ainda queria que eu respondesse a alguma pergunta... Como eu poderia responder qualquer coisa?
- Responda ou eu paro. – Ele disse, parando com os movimentos que fazia dentro da minha calcinha.
- Não, Diego. Não pare. – Eu disse, quase em desespero. 
- Eu sabia que te ver implorar seria extremamente sexy. – Ele disse sorrindo. – Agora me responda, você se masturba?
- Eu... Sim. – Respondi baixinho. Tenho certeza que nunca na minha vida eu tinha ficado com mais vergonha do que agora ao admitir isso para ele.
- Puta que pariu, Deb. Você sabe o quanto é sexy ver uma mulher se masturbando? – Ele sussurrou baixinho no meu ouvido com a voz rouca. – Você faria para mim?
Por um instante eu não sei o que responder. Só de imaginar a cena, sinto vergonha e tesão ao mesmo tempo.
- Não sei se eu conseguiria, mas posso tentar. – Eu disse baixinho e com a respiração entrecortada por causa das sensações que os dedos dele estavam me causando.
- Porra, só de imaginar você toda aberta e se masturbando pra mim, eu já fico louco. – Ele falou, aumentando a pressão e a rapidez dos movimentos no clitóris, quando eu já estava a ponto de ter um orgasmo, ele retirou a mão e me fez olhar em seus olhos.
- Deborah, eu preciso que você tenha certeza do que quer. Posso ti dar um orgasmo usando apenas meus dedos e paramos por aqui ou podemos fazer amor até estarmos exaustos. – Ele falou sério e tenso.
- Exaustão me parece uma coisa boa. – Respondi cheia de tesão.
Quando fiz movimento para retirar minha camisola, ele balançou a cabeça em negação.
- Ainda não. – Ele disse. – Na sua cama ou no sofá?
- Cama. – Respondi, pegando em sua mão e o levando para meu quarto.
Quando chegamos ao quarto, ele me pegou pela cintura, me virando para ele e sem falar nada, me beijou enlouquecidamente. Nossos corpos colados, minhas mãos vagando entre seu pescoço, ombros, braços, peitoral e quando cheguei a parte da frente da sua calça, a encontrei rígida e incrivelmente grande. Enquanto eu exploro o corpo do Diego, ele explora o meu. Sinto suas mãos vagarem pelas minhas costas, passando pela minha bunda, quadril, subindo em direção ao meu seio e quando chega, encontra meus mamilos intumescidos e excitados. Ele dá um leve apertão e suspiro em seus lábios. Uma de suas mãos vai para meu pescoço, nuca e repousa em meio ao meu cabelo. Quando ele fecha a mão no meu cabelo e dá um leve apertão, sinto prazer. Ele reconhece o prazer que sinto. Seu beijo se torna mais intenso e dando alguns passos, chegamos a minha cama.
Ele interrompe o beijo e senta-se na beirada da cama.

- Espera dois segundos, vou buscar uma coisa. – Eu digo e saio correndo até a sala. Antes de voltar para o quarto, vou até o aparelho de som e aumento o volume. Está começando a tocar Me deixas louca na voz de Maria Rita.



Quando volto, Diego está apenas de cueca boxer branca, sentado com as costas na cabeceira da minha cama. Sua visão me deixa em brasa. Aquele corpo lindo, contrastando com a cueca, me faz gemer sem nem ao menos ter tocado nele.
- Eu quero fazer uma coisa. – Eu falei apontando para o brigadeiro que peguei na sala.
Ele apenas me olhou e disse:
- Tira sua roupa. – Enquanto veio sentar na beirada da cama.
Não precisei responder, eu queria isso. Queria tirar minha roupa na frente dele. Queria ter seus olhos sobre mim, enquanto me dispo. Poder ver sua fisionomia enquanto eu baixava a alça da minha camisola lentamente, me fazia sentir poderosa e linda. Saber que ele me deseja, me deixa desinibida.
Aos poucos e mesmo sem muito jeito para dançar, começo a me balança ao som da música e a cantarolá-la para ele. Pois a letra tem tudo a ver com o que ele faz comigo, ele me deixa louca. Antes de deixar a segunda alça cair e levar para o chão minha camisola, eu me aproximo dele. Sem tocá-lo e com os olhos colados aos seus, eu deixo minha camisola escorregar pelo meu corpo até cair no chão ao meu redor. E canto:

"E quando sinto que teus braços se cruzaram em minhas costas
Desaparecem as palavras
Outros sons enchem o espaço
Você me abraça, a noite passa
E me deixas louca."

Estou apenas de calcinha na frente dele e seus olhos estão mais escuros, sua respiração está acelerada e vejo que ele está com os braços tensos. Provavelmente com vontade de me tocar, mas não querendo atrapalhar meu mini strip-tease.
- Tira a calcinha. – Ele fala, agora com a voz completamente rouca. Esse seu tom me deixa mais excitada. Como se isso fosse possível.
Continuo dançando lentamente ao som da música, com os olhos fechados e sem muita desenvoltura, vou retirando minha calcinha e viro de costas para ele. Quando fico nua, estou a poucos centímetros dele e sinto quando suas mãos percorrem meu corpo.
- Linda. - Ele me puxa e beija a tatuagem em minhas costas. – Depois você vai me explicar direitinho o significado disso aqui. – Fala e passa a língua circulando o meu Yin yang. – Porque agora quero te beijar inteirinha. – Pega na minha cintura e me vira de frente para ele colando nossos corpos.
Como ele está sentado e eu em pé, seu rosto fica na altura dos meus seios. Ele não espera nem um segundo antes de beijar, sugar e dar leves mordidas no meu seio e sua outra mão vai em direção ao outro seio, onde ele massageia, aperta e acaricia. Minhas mãos vão imediatamente para sua cabeça e seus ombros. Preciso de um apoio para me equilibrar, já que minhas pernas parecem gelatinas.
Inclino-me para lhe dar melhor acesso aos dois seios que pedem atenção em igual proporção e Diego não decepciona. Ele ataca meu outro mamilo como se estivesse esfomeado e eu fosse um banquete completo.
Quando estou ofegante e quase implorando para que ele me penetre de uma vez, lembro-me do brigadeiro. Dou um leve empurrão em sua cabeça para me afastar dele.
- Diego, fica em pé. Por favor. – Digo timidamente.
Ele mesmo que não sabendo exatamente o que vou fazer, levanta-se. Lentamente, eu começo a passar minhas mãos pelo seu corpo, seus músculos estão rígidos e sinto que ele tem o coração disparado. Quando minhas mãos passam pelo seu peito e vão em direção ao elástico da sua cueca, sinto ele prender a respiração. Com muito cuidado libero sua ereção e sinto meu queixo cair quando vejo.
- Deus, ele é enorme. – Digo mas para mim do que para ele e ouço Diego dar um pequeno riso.
- Deus, não. Meu nome é Diego, Panterinha. – Ele brinca, mas sua brincadeira acaba quando eu coloco minhas mãos em seu membro. Novamente ele está com a respiração presa. Quando começo a acariciá-lo, Diego geme de olhos fechados. – Oh, Deb. Você me dá um tesão enorme. Estou doido pra estar dentro de você.
Ouvi-lo falar dessa forma, me leva as alturas. Sem que ele perceba, abaixo-me, ficando de joelhos e coloco a cabeça de seu pau em minha boca. Diego geme e solta vários palavrões. Sua boca suja está me excitando e me incentivando.
Como o pau dele é muito grande, pouco cabe na minha boca, mas tento dar atenção para todo o comprimento e também para suas bolas. Lambo, beijo e sugo com vontade, mas sinto que está faltando algo. Quando paro para pegar o brigadeiro, vejo que ele senta-se na cama.
- Você me deixou de perna bamba. Quase não consegui me controlar. – Ele diz me olhando com cara de quem vai me fazer pagar por ter feito isso pra ele.
- Você não viu nada. – Digo, me sentindo corajosa depois de ver o que consigo fazer com ele. – Eu ainda não acabei.
Depois de dizer isso, dou um leve empurrão nele, para que ele caia deitado na cama. Com os dedos passo brigadeiro na cabeça de seu pau e passo a chupar com mais afinco, com uma mão masturbo o restante do seu membro e com a outra massageio suas bolas.
- Caralho Deborah. Puta que pariu que boquete delicioso. – Ele geme e segura meus cabelos. – Isso, Deb. Chupa gostoso.
Ouvi-lo falar assim, me deixa perto de gozar e pelo visto ele também está muito perto, pois segura meus cabelos com mais força e me pede para parar.
- Fique bem quietinha. – Diz bem baixinho quase sussurrado. - Agora é minha vez.

Sem me dar tempo para pensar, ele me puxa e me joga em cima da cama. 



Continua na terça feira...




Ps.: Não, não é sacanagem. Acaba ai mesmo, mas... tem sempre um mas... Vou ser boazinha e adiantar o capítulo sete lá no meu grupo no facebook (Não faz parte? Cliquei aqui ). 

Beijos,

M.A.