sexta-feira, 4 de abril de 2014

Capítulo 03

Diego e eu fizemos todo o caminho em silêncio. Apenas a música que tocava no carro nos impedia de estarmos em um silêncio absoluto. Como já passava da meia noite, havia pouco transito.
- Você realmente quer ir para sua casa? – Perguntou Diego, falando pela primeira vez nos últimos quinze minutos em que estávamos no carro. – Acho que você está precisando de companhia e de uma bebida forte e não de solidão. Mas essa é só a minha opinião. – Ele acrescentou quando olhei para ele.
- Digu, a noite não está sendo das melhores e serei uma péssima companhia para qualquer pessoa hoje. – Respondi
- Eu posso falar por nós dois se for preciso. E ai Anne, o que você vai fazer amanhã? ‘Acho que vou à praia com a Deb, você quer ir também?’ – Ele brincou, imitando ridiculamente a minha voz e me fazendo sorrir de leve. – Viu? Eu consigo conversar por mim e por você, só quero que seu corpo esteja no mesmo ambiente que eu. Vamos lá Anne, uma dose de tequila, e você estará nova e animada.
Ponderei sobre a sugestão dele, fazia muito tempo que eu não bebia por necessidade de afogar os problemas e a última vez não deu muito certo.
- Eu adoraria, mas realmente, não é uma boa ideia.
- Vamos Anne. Prometo que não abusarei do seu corpo alcoolizado... A menos que você me implore. Claro. – Diego piscou pra mim de maneira divertida. Ele estava sendo meu amigo, me animando no momento em que eu realmente precisava, mesmo eu o tendo rejeitado momentos antes.
- Ok, eu vou com você. Mas tem que ser um lugar divertido e você tem que me prometer que na hora que eu quiser ir embora você vai me levar para minha casa.
- Prometo. – Disse ele, levantando a mão como que fazendo um juramento. – Mas já vou te avisar que vou te fazer beber tequila o suficiente para que sorria de verdade e de quebra consiga arrancar de você qual a história com esse tal Tiago.
No mesmo instante senti meu corpo todo ficar tenso.
- Acho bom você ter muito dinheiro na carteira, pois sobre esse assunto eu não falo nem mesma à beira da morte. – Disse, tentando soar descontraída, mas minha voz e minhas mãos nervosas não colaboram comigo.
Diego não precisou de muito dinheiro, apenas de quatro doses de tequila e eu já estava contando da minha amizade com Tiago, da nossa primeira vez e da forma como ele me abandonou depois disso. Graças a Deus, eu não estava embriagada o suficiente para contar o que aconteceu depois que Tiago sumiu da minha vida.
Ainda consigo sentir a tristeza que senti quando percebi que ele havia me abandonado. Quando acordei no dia seguinte à minha primeira vez e estava sozinha na cama achei que ele tivesse ido dormir no quarto que Amanda tinha separado para ele, então levantei da cama, tomei um banho, me arrumei toda e fui procurar por ele.
Procurei pela casa toda e nada de encontrar o Tiago. Quando cheguei à cozinha, encontrei a cozinheira, dona Amélia, preparava o café da manhã. Aproveitei e perguntei sobre o Tiago, ela me disse que ele havia ido embora muito cedo. Nessa hora percebi que ele havia mentido pra mim, brincado com meus sentimentos e me abandonado.
Voltei para o quarto de hospedes onde eu havia dormido com ele. Retirei os lençóis e lavei as marcas que provavam alguém havia entregado sua virgindade naquela cama. Enquanto esfregava o pouco sangue que havia no lençol, eu lavava também meus olhos com as lágrimas mais amargas que já havia chorado. Eu só não sabia que aquelas não seriam as piores e mais dolorosas lágrimas que iria chorar.
Quando voltei para o quarto, levando comigo um lençol molhado e ainda manchado, o dobrei e coloquei em uma sacola. Eu iria levá-lo pra casa pra lavar, não iria deixar ali a prova de que fui burra o suficiente para acreditar no amor de um garoto que apesar de eu o conhecer durante minha vida toda, ele com certeza não era mais o mesmo.
Depois de guardar o lençol na mochila, resolvi que era hora de juntar minhas coisas e ir para casa. Foi nesse momento que vi o bilhete junto com meus brincos, em cima da cômoda. Uma pequena esperança brotou em mim. Quem sabe tenha surgido alguma emergência e ele teve que ir para casa e preferiu não me acordar.
Tão tola eu fui. Aquilo era um bilhete de adeus.
Anne,
Me perdoe por ser um canalha covarde, mas eu não conseguiria me despedir de você depois dessa noite.
Eu menti para você. Sei que disse que iria embora em dois dias, mas eu estou embarcando hoje, daqui algumas horas.
Saiba que eu realmente te amo, mas não é justo comigo e nem com você que a gente tenha esperança de ficar junto depois que eu vá embora.
Todos esses anos foram maravilhosos e essa noite foi mágica. Jamais te esquecerei.
Se um dia eu voltar, prometo que te procuro para que você possa me bater e xingar, se você quiser.
Seja feliz. Por você, mas principalmente por mim.
Tiago

Eu passei semanas ouvindo Mil pedaços do Legião Urbana e chorando. Tudo por culpa dele e agora ele tem a cara de pau de voltar e ainda me procurar. Pena que foi 12 anos depois.
- Agora está explicado. – Disse Diego, me tirando do meu ‘vale a pena sofrer de novo’. – Isso explica muita coisa. Você era apaixonada pelo babaca, ele te usou e te abandonou e agora você não se apaixona por ninguém que é para não sofrer.
- Não sabia que você era psicólogo, além de professor de dança. – Eu respondi de maneira irônica. Era difícil ouvir a verdade sobre você sendo dita na sua cara. - Ou você anda lendo muito romance e acha que a vida é um faz de conta onde tudo tem uma explicação.
Ele me deu um olhar cheio de compreensão e algo que parecia tristeza. Acabei desviando o olhar e mudando de assunto. Eu não estava ali para ficar lembrando coisas a muito esquecidas.
- Nós viemos aqui para conversar ou para beber? – Perguntei.
- Vamos beber mais e depois vamos cantar. – Diego tentou soar animado. – Vamos, quer dizer que nós dois vamos subir naquele palco e vamos cantar. E nem adianta negar.
Não neguei, mas também não disse que ia. Para que eu subisse naquele palco, seria preciso bem mais que quatro doses de tequila.
Quando resolvemos parar em algum lugar para beber, Diego se lembrou de um barzinho aonde ele veio com alguns amigos e que era muito animado. O Tropicalhas Bar era realmente animado e aconchegante ao mesmo tempo. Com uma decoração rústica, a parte mais animada do bar era o pequeno palco que ficava em frente às mesas, onde havia uma aparelhagem enorme de karaokê e várias pessoas corajosas que subiam e cantavam. A maioria cantando tão desafinadamente que era impossível não rir e ficar com vergonha alheia. Nesse exato momento tem um cara cantando O Rappa, se achando o próprio ‘vida loka’. É de chorar de rir.
Diego, no alto de sua coragem e apenas um caneco de chopp, resolveu subir e cantar. Depois de alguns instantes de conversa com o responsável na organização dos ‘cantores’, ele se colocou em frente ao palco com o microfone e aguardou as primeiras notas começarem a tocar. Com uma voz profunda, rouca e um pouco fora do tom, Diego começou a cantar e me fez ficar arrepiada.

“Não existiria som
Se não houvesse o silêncio
Não haveria luz
Se não fosse a escuridão
A vida é mesmo assim
Dia e noite, não e sim
Cada voz que canta o amor não diz
Tudo o que quer dizer
Tudo o que cala fala
Mais alto ao coração
Silenciosamente eu te falo com paixão
Eu te amo calado
Como quem ouve uma sinfonia
De silêncios e de luz
Nós somos medo e desejo
Somos feitos de silêncio e som
Tem certas coisas que eu não sei dizer...”

Eu o ouvi cantar Lulu Santos e tentei ignorar o fato que ele me encarava e parecia estar cantando apenas para mim. Ele sabia encantar uma mulher. Pena que ele não sabia escolher a mulher certa para descarregar todo o seu poder de sedução. Definitivamente ele precisa encontrar alguma garota legal e inteira, não uma tola, quebrada e cheia de defeitos incorrigíveis.
Enquanto ouvia Diego cantar, senti minha bolsa vibrar. Abri em busca do meu celular, mas não havia sido ele que estava vibrando. Foi quando ouvi um bipe juntamente com a vibração que percebi que o telefone que estava tocando era o celular que Tiago havia deixado para mim lá na apresentação, e eu burramente joguei para dentro da bolsa na intenção de devolvê-lo em algum momento. Concentrei-me ao máximo para não olhar o aparelho e muito menos pegá-lo, para ler a mensagem que havia chegado.
Eu já disse o quão fraca eu sou? Não resisto à tentação nenhuma, nem mesmos as tentações masoquistas. Acabei não resistindo e lendo.

Como vai você?
Eu preciso saber da sua vida...
Anoiteceu e eu preciso só saber
Como vai você?”
Fale comigo Anne.

                        Ele quer conversar, então tudo bem. Está na hora de eu responder.
Prezado Senhor, encontrei seu celular e gostaria muito de devolvê-lo, pois o mesmo está me causando problemas e o inconveniente de solicitar informações das quais não possui o direito de saber. Sendo assim, qual o endereço para onde eu possa enviar o aparelho?

            Cliquei em enviar e aguardei. Mesmo sabendo que o ideal seria não responder. Eu sabia que um encontro com ele não faria nenhum bem à mim, mas ao mesmo tempo, eu preciso encará-lo novamente e dizer tudo o que está entalado na minha garganta a doze anos.
            O celular vibrou e apitou novamente.

Uma msg indiferente é melhor que nada. Me diz onde vc está e eu mesmo vou buscar o celular.
Há! Se ele está achando que vai ser fácil, está muito enganado.
Hahaha. Desculpa, mas não costumo dar meu endereço para pessoas que não conheço.
- Achei que você não queria falar com esse cara. – Disse Diego, sentando-se em seu lugar. – Deixa esse celular pra lá. Não quero te ver sofrer por um babaca que te abandonou.
Senti que enquanto falava, Diego tentava não parecer tão tenso quando eu via que ele estava. A sua voz soou mais dura e ríspida. Me senti como uma criança que é pega fazendo traquinagem. Acabei soltando o celular no meu colo disfarçadamente. Eu podia negar o quanto quisesse, mas no fundo eu queria saber o que Tiago iria responder.
- Eu só achei que seria bom deixar bem claro que não vou ficar com esse celular. Ou vou devolvê-lo ou jogá-lo fora.
Diego apenas assentiu e virou para fazer sinal para o garçom, para que ele trouxesse mais bebida para nós.
- Digu, não quero mais tequila e acho que você não deveria beber mais já que vai dirigir.
- Pedi água pra mim e tequila pra você. – Ele respondeu com um sorrisinho de canto de boca. Coisa que o deixa extremamente sexy. – A ideia é deixá-la tontinha ao ponto que poderei te convencer a ir dormir na minha casa.
- Você não desiste, né?! – Respondi sorrindo. – Eu já disse que não vai rolar. Desista.
Beep! Beep! Beep!
- Não sou eu quem não desiste. – Diego disse amargamente. – Vou ao banheiro e já volto.
Tentei pedir desculpas antes que ele fosse, mas ele me lançou um olhar que me impediu de emitir qualquer som. Só me restava ler a mensagem, desligar aquele aparelho e me concentrar em me divertir ao lado do Diego. Era exatamente o que eu iria fazer, até eu ler a resposta do Tiago.
Não quero seu endereço, já estou na frente da tua casa. Quero saber onde você está agora. Quero te encontrar.
Quase cai da cadeira. Como assim ele está na frente da minha casa? Será que ele está esperando eu chegar? Pois vai ficar esperando até cansar.

Já que você adora citar palavras de outras pessoas, vou fazer o mesmo. “Você pode encontrar as coisas que perdeu, mas nunca as que abandonou.” Gandalf
Me deixe em paz.

Segundos depois a resposta chegou.

Senhor dos Anéis? Interessante. Vou te responder com outra citação. “Perdi-te, mas só te digo isso: só resta a luta para se recuperar o que se perdeu...” Nicholas Sparks.
Te deixaria em paz se você deixasse meus sonhos em paz. Deixe-me te encontrar mais uma vez e minimizar nosso tormento.

            Eu queria muito dizer umas boas verdades para ele, mas não poderia fazer isso sem sofrer por tudo o que passei sem que ele estivesse ao meu lado. Essa dor eu não queria ter que relembrar.

Espero que você tenha um lugar confortável para esperar sentado pelo momento em que eu vou te dar a oportunidade de se reaproximar de mim. Volte para sua vida e faça como você tem feito todos esses anos, esqueça que eu existo.
Adeus Tiago.

            Depois de enviar a mensagem, desliguei o celular.
            - Guarda pra mim? – Perguntei para Diego, empurrando o celular em sua direção. Ele está virado em direção do palco, quase de costas pra mim e quieto desde que voltou do banheiro. – Não quero ter que ficar lutando contra a minha curiosidade.
            Sorri, na tentativa de aliviar o clima pesado que estava entre ele e eu.
            - Você quer que eu guarde? Até quando? – Perguntou ele, parecendo não acreditar muito na minha força de vontade de ficar longe daquele aparelho maldito, que só me fazia relembrar velhos tempos e desejar que as coisas tivesse sido diferente.
            - No mínimo até que a noite termine. Hoje eu quero me divertir e você é a pessoa certa pra isso.
            Na mesma hora em que disse isso, percebi que ele ficou um pouco mais animado.
            - Digu, você sabe que te adoro. Você tem o dom de me fazer sorrir e de me fazer ser alegre, mas sinto como se eu tivesse te usando. Essa sensação me faz mal. - Segurei sua mão e olhei no fundo de seus olhos castanhos. Eu queria que ele entendesse que eu não queria ele como uma muleta, eu queria ele como meu amigo. Um amigo muito especial.
            - É uma pena que você não queira me usar. Eu adoraria isso. Podemos fazer um acordo, você me usa e eu te uso. Um acordo mutuo. Assim você pode se sentir à-vontade quando quiser usar e abusar de mim. – Ele disse, enquanto sorria perversamente e me dava uma piscadinha.
            - Isso nunca vai dar certo, mas... Posso abusar então? Tem certeza? – Ele assentiu e eu sorri. – Então vou aceitar seu convite para passar a noite na sua casa, mas... Você dorme no sofá e eu na cama.
            - Depois de um sexo selvagem com você, eu durmo até atrás da porta. - Disse ele, me fazendo gargalhar.
            Não adianta dizer que não vamos transar, Diego é confiante demais em seu taco e incorrigível. Que bom que eu tinha ele ao meu lado para me animar e fazer eu me sentir desejada. Mesmo que continue me sentindo péssima por achar que estou usando ele.

***

            Acordei no dia seguinte graças ao meu telefone que tocava enlouquecido em algum lugar do apartamento. Quando tentei me levantar da cama, senti o peso dos braços fortes de Diego em volta da minha cintura.
            - Qual a parte do ‘eu na cama e você no sofá’ que você não entendeu, heim mocinho? – Murmurei, olhando ele dormir.
            Diego é um Deus grego cor de ébano. Ele é tão lindo, com um corpo malhado, charmoso, encantador, divertido e gentil. Agora enquanto dorme tão tranquilo, percebo mais uma vez que ele merece ser muito feliz. Se eu pudesse fazer um pedido aos céus, pediria para que eu me apaixonasse perdidamente por ele, assim eu teria certeza que eu seria a mulher mais feliz do mundo, pois é isso que vai acontecer com a mulher que retribuir o amor que ele tem a dar.
            Quando comecei a retirar seu braço de cima de mim, ele se mexeu e pareceu acordar, já que sua mão que estava na minha cintura começou a subir, até estar no meu seio, onde começou a massageá-lo. Ele se aconchegou mais em mim, me puxando para que ficássemos de conchinha e eu pudesse sentir sua ereção.
            - Homens e suas ereções matinais. – Falei, enquanto eu tentava tirar sua mão enorme do meu seio que já estava ficando intumescido. – Não Digu, por favor.
- Você não reclamou ontem à noite. – Ele respondeu com uma voz rouca e tão sensual que senti meu corpo amolecer. Quando ele mordeu o lóbulo da minha orelha, minha bunda ganhou vida própria e acabou se empinando e rebolando por vontade própria.
Ontem depois de mais alguns drinques para mim e água para ele, viemos para a casa dele, onde tomei um banho, vesti uma de suas camisetas, desejei boa noite e vim deitar na cama dele. Porém algum tempo depois, quando eu já estava dormindo, ele entrou no quarto usando apenas uma toalha e murmurando que iria pegar uma cueca e um travesseiro. Eu acreditei e voltei a dormir, por isso não vi quando ele subiu na cama delicadamente e quando dei por mim ele estava com a boca entre as minhas pernas e eu estava presa em um sonho muito erótico e prazeroso. Quando o orgasmo veio, eu tive certeza que não estava dormindo, mas foi quando ele me penetrou, segurando minhas mãos acima da minha cabeça, que eu tive certeza que estava acordada e muito acordada. É impossível você permanecer dormindo com um homem enorme te penetrando, beijando, lambendo e fazendo você ver estrelas.
Era por isso que estávamos dormindo agarradinhos e nus.
“Ah, meu Deus, eu não presto, mas isso é tão bom.” Pensei, deixando a mão dele percorrer meu corpo.
Quando o amasso estava ficando cada vez mais quente, meu celular voltou a tocar.
- Droga. Deve ser meu pai. – Disse enquanto tentava sair de baixo dele para ir até a sala atender o celular. – Ele já ligou antes, deve ser importante. Preciso atender.
- Ok, vai lá, Mas não demore, vou ficar aguentando firme aqui. – Disse Diego, rolando para o lado e levantando o lençol para que eu visse que o firme que ele disse, era literalmente firme.
Dei um selinho em sua boca, murmurei um ‘já volto’ e sai do quarto, completamente nua, em busca do meu celular que estava em algum lugar na sala.
Quando o encontrei, vi pelo identificar de chamada que as chamadas perdidas não eram do meu pai, eram da Deb.
Liguei pra ela.
- Bom dia, Deb. Espero que seja muito importante, porque você ligou em uma péssima hora. Eu estava sendo ocupada. – Disse, sabendo que entenderia o sentido da frase.
- Bom dia meu bem. Desculpe atrapalhar sua foda, mas é importante para mim. – Disse ela, muito alegre. A noite deve ter sido boa. – Nosso compromisso de hoje ainda está de pé né?
- Compromisso? – Perguntei sem saber do que ela estava falando, até que lembrei. – Aaaaaaaaaaaaaaah, a praia. Você me acordou a essa hora por causa de uma ida à praia?
- Anne, querida. Deixa eu te explicar. Eu acabei comentando com o Carlos que hoje a gente tinha marcado de ir à praia, ai ele se animou e chamou um amigo super gato dele. Eu disse pra ele que o tal amigo tinha que ser muito gato, porque você é linda, então ele me mostrou o perfil do facebook do cara e Anne do céu, o cara é simplesmente lindíssimo. Uma mistura de Jensen Ackles com Ricardo Pereira...
- Calma Deb. – A interrompi. – Estou na casa do Diego e não sei que horas vou sair daqui.
- Foi por isso que te liguei. Eu preciso que você vá comigo. – Ela devia mesmo ter gostado do tal do Carlos. Para estar tão desesperada para fazer um programinha em casal. – Eu não te pediria isso se não precisasse realmente de você. Anne, eu acho que encontrei o cara certo pra mim. Nós temos tanta coisa em comum. Me ajuda, vai. Por favor.
- Você está demorandoooooo.... – Gritou Diego lá do quarto.
- Ok, Deb. Eu vou. Mas me dê pelo menos duas horas. Tenho coisas inacabadas aqui e ainda tenho que passar em casa para pôr meu biquíni. – Lembrei que meu carro ficou no local da apresentação. – Só tenho um problema, estou sem o carro. Vou ter que pedir para o Diego me levar para casa e você me pega quando eu estiver pronta. Pode ser?
- Pode ser, sim. – Ela nem pensou antes de responder. – Só não demore muito. Quero aproveitar para pegar um sol e abusar das mãos do Carlos enquanto ele vai espalhar o bronzeador em mim.
- Não esquece que você estará indo para a praia e não para o motel. Não mate o coitado de tesão. – Brinquei com ela antes de nos despedirmos e eu desligar o telefone.

Agora eu tinha que voltar para o quarto. Havia um homem lindo e nu à minha espera na cama.

Continua Segunda Feira...



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