quinta-feira, 12 de junho de 2014

Capítulo 04

Chego em casa tomo um banho, coloco um conjunto de renda preta bem leve o sutiã tem aro e não deixa muito para a imaginação e a calcinha parece um shortinho e não incomoda a minha virilha recém depilada, um macaquinho floral de manga curta com botões na frente bem folgadinho, um cintinho fino para fazer charme e combinar com a sandália vermelha de salto, nada muito exagerado. Uma maquiagem bem simples. Pego a chave do carro, o celular, o batom, a carteira e jogo tudo dentro de uma bolsinha de alça fina. Desço para a garagem, entro no carro e ligo o som, a voz linda de Bruno Mars vem através do alto falante e resolvo não mudar.
Verifico o telefone e percebo que tem uma mensagem não lida do Diego.

Diego – Boa tarde, Deb. Sabe chegar aqui em casa?

Deb – Boa tarde, Di. Não, só sei que é próximo ao parque de coqueiros.

Diego – Então, vou descer e te esperar no estacionamento em frente ao parque.

Deb – Certo, estou saindo da garagem agora. Até daqui a pouco.

Digito e coloco o celular no banco do passageiro, ligo o carro e sigo para encontrá-lo.
Assim que avisto o estacionamento, vejo Diego parado na calçada, em frente a ele tem uma vaga, estaciono e tomo o meu tempo em admira-lo. Ele parece uma escultura feita de chocolate, mas não aquele chocolate ao leite simples, é uma mistura de chocolate meio amargo com amargo. Mistura que eu amo, diga-se de passagem. Passo a língua nos meus lábios que de repente ficaram secos. Ele está vestindo uma bermuda caqui e uma camisa rosa. A camisa dele lembra a embalagem do bombom Sensação da Nestlé, isso me traz pensamentos realmente bons, Diego com chocolate e morango, ... Hummm... Delicia.
Diego debruça-se na janela do passageiro, o rosto na altura do meu. Olho nos olhos dele e desço para a sua boca. Quando meus olhos encaram seus lábios ele repete o meu gesto e passa a língua delineando toda a sua boca gostosa. Aperto com força as coxas e reprimo um gemido.
- Boa noite, Deborah. – Ele fala meu nome com sua voz grossa e rouca, de maneira pausada é isso causa um grande arrepio em meu corpo.
– Boa noite, Diego. Entra. – Falo e ele abre a porta e entra. Inclina-se e dá um beijo castro na minha boca. Tiro o carro da vaga e sigo suas instruções.
Dirigimos em um silêncio confortável a curta distância até o condomínio onde ele mora. Na portaria ele cumprimenta o porteiro que nos deixa entrar. Estaciono ao lado do bloco dele que é o primeiro a esquerda de quem entra. Paro o carro e faço menção de sair, Diego coloca a mão em minha perna pedindo para que eu espere. Ele sai do carro, dar a volta e abre a minha porta. Estende a mão para mim e quando pego, ele me puxa para ele e beija-me com vontade. E um beijo rápido, mas como sempre um beijo gostoso.
- Estava morrendo de vontade de te beijar. – Ele fala quando nos separamos.
– Eu também. – É a única resposta que consigo formular estando tão perto dele.
Subimos de mãos dadas, ele mora no quanto andar. Os prédios são simples dois apartamentos por andar, a casa do Diego é simples e bem masculina.
Na sala tem dois sofás de napa preta, um de três e outro de dois lugares. Uma televisão enorme na parede, um aparelho de blu-ray e um Xbox logo a baixo da tv em cima de um rack simples com duas prateleiras com alguns livros e duas caixas de som, uma de cada lado do rack.
Entramos e ele me leva para a varanda. A varanda dele também não tem muita coisa só uma mesa de madeira com quatro cadeiras e uma churrasqueira. O prédio fica virado para a ponte Hercílio Luz e daqui a vista é belíssima. Diego me abraça por trás descansando as mãos na minha barriga. Recosto a cabeça no peito dele e ficamos assim por um tempo, só admirando a vista maravilhosa da ponte.
- Quer pizza de que? Vamos pedi logo porque sempre demora um pouco. – Ele fala com a boca no meu ouvido.
- Quero de ca-la-bre-za. – Gaguejo quando ele passa a língua na concha da minha orelha.
– Só? – Ele pergunta me virando de frente para ele.
- Pode escolher os outros sabores. Eu como de tudo. - Assim que termino de falar ele me encosta na porta de vidro, segura as minhas duas mãos e dar pequenos beijos em minha boca, depois traça toda ela com a sua língua, não resisto e abro a boca pra ele. Diego me beija de maneira doce, se eu não conhecesse a sua fama diria que é um beijo apaixonado, e com esse pensamento desagradável quebro o encanto do nosso momento.
- Que foi? - Ele pergunta procurando meus olhos.
– Nada. Vamos pedir a pizza? Porque como você já disse, se deixar para depois vai acabar ficando tarde. – Falo isso com a cabeça encostada no peito dele. Tentando controlar meus sentimentos para que ele não veja em meu rosto o que estou sentindo.
- É só isso mesmo? – Ele pergunta puxando meu rosto de seu peito.
– Sim. – Digo e ele solta meu rosto para pegar o telefone.
Depois que pediu a pizza, Diego perguntou se eu queria algo para beber e me levou com ele para a cozinha, onde tem um balcão de mármore que separa a cozinha do corredor, o balcão mais parece um bar, com bebidas variadas e copos especiais para cada tipo de bebida, tem três bancos altos. A cozinha dele é moderna e bem masculina, alias tudo aqui é bem masculino. 
- Quer beber o quê? – Ele pergunta com aquela cara “eu quero mesmo é beber você”. Antes de eu responder ele completa. – Tem um vinho que comprei pensando em você. Quer provar? – Ele fala isso com um sorriso do gato que comeu o rato, deve estar de sacanagem comigo fazendo essas caras e bocas.
Aceito com um movimento de cabeça e ele coloca um pouco em uma taça e entrega a mim. Espero ele colocar o dele e depois encosto minha taça na dele em um brinde. Ele pergunta o porquê do brinde, dou uma risadinha, mas não respondo. Na verdade é só brincadeira, que aprendi com umas meninas de Alagoas que estudavam comigo, elas têm um ditado que é assim: Se não brindar, sete anos sem transar. Por via das dúvidas prefiro não ariscar e sempre brindo, nem que seja com a garrafa. Mas não digo isso a ele.
Seguimos fazendo um tour pelo apartamento. Ele explicou que esses prédios são de dois quartos, uma suíte, sala, cozinha e banheiro.
Os quartos ele transformou em um estúdio de dança, onde dá aulas particulares e para pequenos grupos, fico extasiada quando entro. As paredes são revestidas por espelho do chão ao teto, exceto a parede onde ficam as janelas, nessa o espelho é do parapeito da janela para baixo. Fico imaginando as coisas que ele deve fazer dentro dessa sala e todas as mulheres que já estiveram aqui com ele. Limpo esse pensamento e me concentro na decoração. O chão é com um piso de madeira próprio para estúdio de dança, a esquerda de quem entra tem uma esteira, uma bicicleta, uma estante com alguns pesos pequenos, algumas caneleiras com pesos e uns colchonetes.
- Amei esse lugar. Um espaço muito bom. – Falo admirando a sala.
– Demorei muito tempo para consegui deixa do jeito que eu queria, mas valeu à pena. – Ele diz e fica de frente para mim. – Você já fez aula de dança? Percebi que você tem facilidade em dançar. – Diego pergunta. Percebo que tem uma música bem baixinha vinda de algum lugar da sala.
- Fiz dança de salão por mais ou menos dois anos, quando tinha 13 anos. – Respondo.
– Por que parou? – Ele pergunta com ar de interesse.
– Porque precisava me concentrar mais nos estudos. – “E em namorar escondido dos meus pais.” Essa parte não falo em voz alta, só pensei.
 – E você nunca pensou em voltar?
- Para ser sincera, sim, mas acabei ficando sem tempo para isso. Depois que conheci a Anne ainda tentei entrar em uma das turmas dela só que sempre chocava os horários e eu acabava faltando muito. Estou pensando seriamente em voltar, mas preciso de uma turma que comece as cinco ou cinco e meia, já que começo as minhas aulas às seis e meia, mas ainda não encontrei nenhuma.
Assim que termino de falar Diego me abraça e aumenta o som com um pequeno controle que eu nem tinha visto na mão dele. E percebo que toca a música, Ainda Bem de Marisa Monte. Coloco a taça vazia no parapeito da janela e dançamos no ritmo, olhando um nos olhos do outro, azul celeste no dourado mel. Primeiro fazemos três passos básico, depois dois passos cruzados, Diego me gira duas vezes e já volta fazendo o cruzando, sinto como se meu corpo estivesse flutuando, nos abraçamos e fazemos dois para lá, dois para cá. Ele encaixa uma perna minha dentro das dele e me abaixa de costa meu cabelo passando no chão, quando me levanta nos abraçamos e continuamos dançando, não tenho dificuldades em dançar com ele. Di é um condutor nato, não posso deixar de pensar como ele deve ser na cama. Fazemos um jogo de pernas e esfrego de propósito minha perna direita no meio das pernas dele, mas sem encontrar na região intima, só roçando na perna. Quando a música acaba e começa o toque instrumental da próxima, quebramos o contato visual e ficamos abraçados, eu com a cabeça encostada no peito dele e ele com o rosto encostado na minha cabeça. Nos movemos bem de leve, perdidos em pensamentos, daria o dedinho da minha mão esquerda para saber em que ele está pensando. A campainha toca quebrando o nosso momento.



Vamos juntos para a sala. Ele vai atender a porta enquanto eu dou uma olhada nos filmes que ele locou. Invocação do mal, Mundos opostos e Vai que dá certo. Escolho a comédia brasileira Vai que dá certo e deixo separado. Diego volta com a pizza e diz:
- Gosto de comer pizza na mão e direto da caixa, e você? Quer prato e talheres?
- Como da caixa com você. Só quero lavar as mãos. – Vamos juntos para a cozinha lavamos e enxugamos as mãos, Diego pergunta se quero refrigerante ou um suco de caixinha e eu aceito o suco.
- E não é por charme, tá? Realmente não sou fã de refrigerante. Quando eu era criança minha mãe não deixava tomar, depois que cresci tomei uma vez e não gostei. – Explico para que ele não pense que estou fazendo charminho.
Ele dá um sorrisinho de canto de boca e uma piscadela. Tenho certeza que ele está testando para ver até onde consigo ir sem agarrar ele como uma desesperada, só pode ser isso.
Voltamos para a sala, eu sento no sofá mega confortável, ele coloca o filme e senta ao meu lado com a caixa no colo e apoia nossos copos em um banco ao meu lado. Comemos assistindo ao filme.
- Olha como está gostoso esse pedaço de portuguesa. – Diego diz e coloca um pedaço pequeno próximo a minha boca. Tento pegar com a mão, mas ele afasta minha mão e fala:
- Abre. – Ele fala de uma maneira tão sensual que parece que ele está pedindo que eu abra a boca para outra coisa e não para comer a pizza. Eu abro a boca e ele coloca o pedaço dentro, fecho os lábios no dedo dele e passo os dente, ele puxa os dedos como se eu tivesse dado um choque nele. Mastigo suprimindo um sorriso e ele coloca os dedos que a pouco estavam na minha boca dentro da dele. Gemo baixinho com esse gesto dele e desvio o olhar para a caixa de pizza, onde pego mais um pedaço. Quando terminamos, ele dá pausa para que possamos ir na cozinha lavar as mãos.
Sentamos abraçados no sofá. E continuamos a assistir ao filme. Coloco a mão no pescoço dele e traço pequenos círculos em sua nuca, ele acaricia a minha cintura e a lateral do meu corpo. Depois de alguns minutos Diego passa a mão no meu cabelo e o coloca todo no meu ombro direito, deixando assim o meu pescoço todo livre para ele. Ele beija minha nuca com carinho e me arrepio inteira, ele segue fazendo uma trilha de beijos da minha nuca até a lateral esquerda do meu pescoço e depois beija o meu rosto e a minha boca. Nossas bocas se tocam com vontade é um beijo cheio de desejo e ao mesmo tempo carinhoso, ele me puxa para seu colo e sento montada nele. Diego está com as duas mãos alisando a minha bunda, depois de um tempo percebo que ele está procurando algo. Ele quebra o beijo e fala bem baixinho meio que gemendo perto da minha boca:
- Por favor, diga que você está de calcinha. - Dou uma pequena risada, mordo o lábio de forma sensual e respondo que sim com a cabeça. – Deborah, não brinca assim comigo. Você não está sem calcinha, não é?
Movo a cabeça em sinal de não e coloco a mão dele em minha perna onde fica o fim da calcinha. Ele dá um suspiro de alivio e me beija docemente, uma mão ainda no local que eu coloquei e a outra respeitosamente em minhas costas. As minhas mãos estão no peito dele não posso perder a chance de tocá-lo, ele tem o peitoral firme e bem musculoso, bem do jeito que eu imaginava.
Nosso beijo vai se intensificando e estou tão excitada que começo a balançar no colo dele, posso sentir o quão duro ele está. Meu Deus o Diego é grande e grosso, só posso imaginar como será ter ele dentro de mim. Nunca senti algo tão grande assim. Com esse pensamento me balanço com gosto, posso até não ter ele hoje, porém aproveitarei ao máximo. A minha virilha super sensível arde, mas faço de tudo para não pensar na dor.
Diego quebra nosso beijo e me abraça com carinho, beijando a minha cabeça e dizendo que as coisas entre nós não podem ser assim. Não entendo o que ele quer dizer e decido perguntar, pois já aprendi que a minha imaginação é um perigo.
- O que você quer dizer com isso?
- Não sei explicar direito, só sei que as coisas entre nós precisam ser devagar, além do mais, eu prometi isso. Quero você e quero muito, tenho certeza que você pode sentir o quanto, mas não assim e não em nosso primeiro encontro. – Mas uma vez ele fala dessa promessa e não sei quem pediu que ele prometesse isso.
Apesar de tudo, gosto disso, gosto que ele vá devagar comigo. Gosto do carinho que ele demonstra por mim nesse momento. Não sei se fico decepcionada ou aliviada com o que ele disse. Movimento o corpo para sair do colo dele.
– Não. Fica aqui um pouco. É só ficar quietinha. – Ele fala e se ajusta no sofá para que fiquemos deitados. Na verdade ele está deitado no sofá e eu estou deitada sobre nele. Beijo o peito dele.
- Tá, se não ficar quieta vou dar um beliscão na sua bunda. – Diego me repreende brincando.
 – Prometo, vou ficar quietinha. - Falo e continuamos assistindo ao filme.
Cumpro muito bem a minha promessa, fico bem quieta em cima dele, mas percebo que isso não ajuda muito, pois “ele” continua bem desperto. No fim do filme sentamos no sofá, Diego sentado e eu montada no colo dele e ele pergunta:
- Você é daqui de Santa Catarina, não é?
- Sim. – Respondo rapidamente.
– De que cidade? – Ele pergunta cheio de curiosidade.
- Pomerode, é uma cidadezinha tranquila, charmosa e muito tradicional colonizada pelos Alemães. Lá eles ensinam o alemão como segunda língua na escola. Em termos de lazer, a cidade é perfeita para quem busca tranquilidade e contato com a natureza. O Zoo Pomerode é o primeiro zoológico do Estado e o terceiro do país, um local lindo e bem natural. Os museus também são ótimos, onde se pode conhecer mais sobre a história e costume dos pomerodenses. – Respondo cheia de entusiasmo e nostalgia, lembrando de tudo que vivi lá.
- Você fala como se tivesse decorado essa fala, mas com tanto carinho e admiração. Fiquei curioso para conhecer. – Diego diz
 – Meu pai é guia turístico desde que eu era criança, sempre que podia ia com ele guiando os grupos de turistas de todos os lugares. Adorava esses passeios. – Explico para ele.
– Lembro que você disse que veio para cá estudar. Veio com quem?
- Vim morar com uma família que era vizinha nossa desde sempre. No inicio meu pai foi contra, queria que eu seguisse os passos dele e me tornasse guia, já que o meu irmão mais velho não quis segui. Com muito esforço a minha mãe conseguiu convencê-lo que era melhor eu vim para a capital. – Não contei o que fez meu pai mudar de ideia, só a Evellin sabe sobre isso, nem para a Anne eu contei. – E você Di, é de qual cidade da Bahia? – Pergunto mudando de assunto, não gosto nem de pensar nesse assunto, ainda lembro como se fosse hoje do momento que meu pai descobriu o que eu fiz, o tanto que ele me xingou. Não achava que tinha feito algo errado até o momento que ele começou a me xingar em alemão.
- Sou da capital, Salvador. Os meus avôs ainda moram lá vou todo ano passar o carnaval. Ano que vem estou pensando em ir no são João. Quantos irmãos você tem? – Ele fala e passo a concentrar toda a minha atenção nele.
- Tenho um, Wagner, ele é 10 anos mais velho que eu. Casou jovem e tem dois filhos. O Joseph com 15 anos e o Arthur com 10. E você tem irmãos? – Pergunto curiosa para saber se da forma que saiu esse homem tem mais.
- Tenho dois irmãos mais novos Danilo de 29 e Daniel de 27. – Ele fala bem sério.
- Quando começou a dançar? – Pergunto mudando de assunto, acho que a nossa diferença de idade incomoda ele. Sei que ele tem 31, a Anne uma vez me disse, mas não me importo com isso. Prefiro homens mais velhos.
- Meus pais amam dança, acho que comecei na barriga da minha mãe. Ou desde os testículos do meu pai. – Dou uma risada alta com essa resposta dele. – Mas falando sério, minha mãe me colocou em uma escola de dança de salão quando eu estava com 8 anos e de lá para cá nunca parei. Como você, me formei em educação física, no início pensando somente na dança, depois percebi que ser personal trainer tinha muito a ver comigo e investir nisso. Eu fazia as duas coisas, era personal em uma academia aqui mesmo em coqueiros e dava aulas de dança no meu estúdio. Só que a proposta do seu Ângelo foi muito boa e eu acabei saindo da academia daqui, agora estou só dando aula de dança.
Quando ele falou sobre as aulas particulares, só consegui pensar nas muitas mulheres que devem vim aqui, com a desculpa de tomar aulas com ele.
– Deve ser um entra e sai sem fim, de mulheres aqui. – Falei sem consegui acionar o filtro do meu cérebro. E de repente a porta do banheiro que está atrás dele e na minha frente, ficou muito interessante.
- Eu não dou aula somente para mulheres, Deborah. – Falou isso segurando o meu rosto para que olhasse pra ele. - Dou aulas para casais, que escolhem o ritmo e geralmente a aula é só para os dois. Tenho duas turmas, mas uma com crianças de 7 a 12 anos e outra de adultos entre 40 e 60 anos com seis casais cada. Fiquei só com as turmas de domingo. Evito dar aula individual, tanto para homens quanto para mulheres, já tive muitos problemas com isso. – Fico mais aliviada, mas mesmo assim, não deixo de pensar nas muitas mulheres que já estiveram com ele. Limpo o meu pensamento e continuamos conversando sobre assuntos diversos, trocamos vários beijos e uns bons amassos.
De repente resolvo perguntar algo que está me incomodando.
– Diego, porque você resolveu ficar comigo agora? – Estamos sentados lado a lado no sofá. Com nossos corpos bem próximos e nossas mãos juntas.
– Eu sempre achei você muito bonita, só que muito nova. Acreditava que por ser nova, seria imatura. Percebi que estava errado. Respondendo a sua pergunta, não existe um motivo específico para isso, o que posso te dizer é o que disse ontem, gostei de ficar com você e sinto vontade de te conhecer melhor. Esse tempo que estamos trabalhando na mesma academia foi bom para eu ver que não é a menina que eu imaginava. Sinto-me muito bem só em estar ao seu lado. Sem regras e sem medos, com você fico à vontade pra falar o que penso e adoro o seu cérebro, que não filtra o que a sua boca vai dizer.

Ficamos entretidos conversando sobre tudo e sobre nada, beijando, fazendo carinho nem percebemos as horas passarem. Quando olhamos já passa das vinte e duas horas e como ambos trabalhamos amanhã cedo, aviso ao Di que preciso ir embora. Ele me leva até o estacionamento e damos mais um beijo encostados no carro. Diego abre a porta do carro e eu entro. Ele me dá um selinho e volta para a calçada, fica parado olhando enquanto eu relutantemente sigo para casa.




Continua na terça feira....



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