quinta-feira, 19 de junho de 2014

Capítulo 06

Quatro semanas depois

Cheguei em casa depois da academia, doida para descansar já que hoje não tenho nenhum dos meus clientes de massagem marcado e cheguei às dezoito e quarenta em ponto.
Louquinha para matar a minha vontade de comer chocolate. Não é qualquer chocolate, é brigadeiro feito em casa, com Nescau e leite condensado. Isso por que além de uma TPM e um tesão sem fim, hoje cedo quando estava em minha aula de musculação começou a tocar a música Chocolate na voz de Marisa Monte. E eu só pensava em comer o Diego com uma colher. Como pelo que parece, não posso comer ele, resolvi diminuir esse desejo comendo chocolate, o que na minha mente perturbada, significava comer o Di, pois sempre que penso nele, o imagino como uma barra de chocolate gigante. Até pedi ao Samuel, um dos personais lá da academia, para passar a música para o meu celular e coloquei-a como toque para quando ele ligar.
Toda essa loucura por chocolate e pelo Diego se explica pelas várias vezes que saímos e demos amassos deliciosos sem passar disso, amassos. Estamos nos vendo a mais de três semanas e até agora ele não fez qualquer movimento que indicasse que iríamos dormir juntos. Isso está me levando a praticamente subir pelas paredes. Já que não posso atacá-lo, vou atacar uma panela inteira de brigadeiro de colher e ver se meu tesão se acalma.
Quando estou desligando o fogão e colocando minha panela cheia de brigadeiro em cima da pia para esfriar, ouço minha campainha tocar. Deve ser uma das vizinhas, já que meu interfone não tocou. Porém, quando vou abrir a porta sem olhar pelo olho mágico, lambendo os dedos por ter pego um pouco de brigadeiro da colher, dou de cara com minha versão preferida de chocolate: Diego.
- Oi Deb. - Ele diz me encarando e em seguida vejo seus olhos descerem até minha boca, onde eu continuo chupando um dedo.
-Oi, Di. - Digo assim que tiro meu dedo da boca. - Como você conseguiu entrar? - Pergunto curiosa, ao mesmo tempo que o deixo entrar no meu apartamento.
- Uma vizinha sua estava saindo e aproveitei a porta aberta para entrar. - Ele sorri e então fica sério. - Estou atrapalhando? Você está esperando alguém? Eu não devia ter vindo sem avisar, mas estava passando por aqui...
- Não tem problema, Di. - Eu o tranquilizo. - Eu só estava fazendo um brigadeiro de panela e planejando ver alguma coisa na tevê.
Nesse instante ele retira seus olhos dos meus e percorre meu corpo. Sua expressão e seu olhar mudam e me dou conta que estou apenas de camisola preta. Como planejava assisti tevê e depois ir dormir, tomei meu banho e já coloquei minha camisola favorita. Ela é simples, mas um pouco transparente e estou apenas de calcinha por baixo.
Ao ver seu olhar, sinto meu corpo esquentar. Sem dizer nenhuma palavra, ele se aproxima de mim, me prensando contra a porta. Seus olhos cravam-se nos meus, seu perfume amadeirado me inebria e deixa-me com as pernas bambas.
- Você sempre atende a porta vestida assim? - Ele sussurra, abaixando sua boca até estar próxima da minha. Quando penso que ele vai me beijar, ele lambe o canto da minha boca. - Hummm.... Brigadeiro e Deb. Gostei da combinação.
Ele não consegue terminar de falar e eu já avancei sobre sua boca e o beijei loucamente. Enquanto eu o puxo contra mim e me deleito com o leve gosto de brigadeiro em sua língua, ele passa uma mão envolta do meu pescoço e a outra foi parar nas minhas costas, me pressionando contra seu membro semiereto.
Quando minhas mãos já estavam percorrendo seu peito em busca da barra de sua camisa, ele rompeu o beijo.
- Se você atender a porta sempre vestida assim e beijando dessa maneira, vou ser obrigado a vir aqui mais vezes. - Ele brinca.
- Essa recepção não é sempre, então aproveite. - Brinquei também mas, na esperança que ele levasse a sério o que eu acabei de dizer.
Porém ele pareceu levar na brincadeira, pois se afastou de mim.
- O que você pretende assistir?
- Ainda não descobri, mas sente-se no sofá e vá escolhendo algo interessante. - Eu disse, indo para a cozinha para me acalmar enquanto coloco o brigadeiro em dois potes de sobremesa. Só de pensar nele comendo esse brigadeiro ou melhor, só de pensar em comer esse brigadeiro usando ele de recipiente, já me deixava em brasa.
Volto para a sala e Diego está assistindo, sentei ao lado dele e entreguei sua tigela, assim que ele pegou levei uma colherada da minha tigela à boca e lambi a colher com lentidão, senti os olhos do Diego em mim e virei a cabeça para encontrá-lo me encarando com olhos famintos e respiração irregular. Ele coloca a tigela no braço do sofá e fala em voz baixa e rouca:
- Vem aqui Deborah.
- Aqui aonde? Já estou sentada ao seu lado. – Falo com uma cara de falsa inocência.
- Você está mesmo a fim de me levar a loucura, não é? – Ele rosna. Percebo que fita meus mamilos que estão ficando duros, por conta de todo o tesão que estou sentindo.
– Não foi minha intenção. Vou trocar de roupa e já volto. – Digo meio sem jeito já levantando do sofá.
– Nada disso, vem aqui. - Diz baixinho olhando em meus olhos e me puxa para o colo dele, de forma que estou montada nele. – Sente o que está fazendo comigo? Você me deixa louco apenas lambendo uma colher. Me faz pensar em você me lambendo. – Ele diz com a voz rouca.
Sinto-me poderosa e sem pensar duas vezes, passo dois dedos na minha tigela e os levo aos meus lábios, lambendo e chupando meus dedos de maneira totalmente desavergonhada e por mais tempo do que o necessário. Sinto seu membro enrijecer mais sob mim.
Diego tira meus dedos de minha boca e leva aos lábios dele, quando sinto sua boca sugando meus dedos, fecho meus olhos para absorver todas as sensações. Enquanto uma de suas mãos está segurando meu pulso, a outra mão passeia pelas minhas costas em direção a minha bunda. Quando sua mão grande para acima da minha bunda, me movimento lentamente e ele segura com mais firmeza minha bunda, me fazendo gemer.
Estou tão excitada que poderia estuprá-lo, mas ele rompe nosso contato, me colocando de volta no lugar ao lado dele.
- O que... Aconteceu? – Consigo perguntar com a voz tremula.
- Nada, só achei que iríamos assistir televisão. – Ele disse sem me olhar nos olhos.
Senti meu controle e minha paciência saírem pela janela de mãos dadas. Eu estou excitada, ele também. Eu sou maior de idade, vacinada, dona do meu nariz e pagadora das minhas contas, o que nos impede? A não ser que...
- Você não quer ir pra cama comigo. – Falo baixinho. Não era uma pergunta, era uma constatação e ele entendeu isso, pois sua postura mudou imediatamente.
- Deb, não é isso. – Ele falou com uma pitada de urgência na voz. – Você acha que não quero transar com você? Pelo amor de Deus, Deb. Eu nunca estive tão excitado em toda a minha vida. Eu estou sentindo dor de tão duro e você acha que não quero transar com você?
- Sinceramente?  Sim, acho que você não quer ir para a cama comigo. – Respondi imediatamente, me levantando e começando a caminhar no meio da sala.
Ele levantou-se e me segurou tão próximo ao seu corpo que quase pude ouvir seu coração batendo sem nem encostar meu ouvido em seu peito. Escondi meus olhos em seu peito, ele pegou minhas mãos e levou ao seu membro totalmente ereto.
- Se você não acredita no que eu digo, acho que você pode acreditar nisto. Ou você acha que fico duro desse jeito o tempo todo. – Ele respondeu em um tom de voz que reconheci ser irritação. - Você ainda acha que não quero te levar para aquele sofá e te comer até que nós dois não consigamos caminhar?
Eu balancei minha cabeça negativamente enquanto perguntava:
- Então por quê? Por que não podemos ir para aquele sofá e fazer o que nós dois queremos? – Dei ênfase ao ‘nós dois’ para que ele percebesse que eu também queria.
- Esse é o problema, Deborah. – Ele falou e se afastou de mim, me dando as costas e indo em direção a janela da sala. – Eu não quero que seja assim. Não com você, sexo simplesmente não vai me satisfazer. Você não é mulher para uma transa sem compromisso. Quando eu transar com você, quero corpo e alma juntos, não apenas a satisfação de um desejo carnal.
- Você quer ouvir eu te amo antes de me levar pra cama? – Perguntei ironizando. – Diego, você fala como se fosse uma mulherzinha virgem. Cadê o cara pegador e comedor que eu tanto ouvi falar?
- É isso que você quer Deb? Um cara que vai te comer e depois vai continuar a vida dele como se nada tivesse acontecido?  - Ele virou para me encarar.
- Você não era assim com a Anne. – Falei antes de ter consciência de ter dito.
- Não, eu não era assim, mas eu também não era feliz e agora eu quero ser feliz. – Ele disse com um olhar triste.
Vê-lo com aquela carinha tão triste, me doeu e sem pensar duas vezes, fui em sua direção e me abracei nele.
- Desculpa. Eu sou uma idiota cheia de hormônios. – Eu disse, dando um selinho em seus lábios e o vi relaxar levemente. – Posso te fazer só mais uma pergunta?
- Claro.
- Se eu te pedisse para fazer amor comigo hoje, você iria negar? – Falei corajosamente, olhando em seus olhos. Vi quando suas íris se dilataram e seu olhar se transformou em um olhar de desejo.
- Não, eu não iria negar se esse for um pedido da Deborah e não dos hormônios. – Ele respondeu dando um sorrisinho sensual.
- Um pedido 60% Deborah e 40% hormônios, vale? – Respondi, colando meu corpo ao dele e acariciei de leve seu membro que já estava duro.
- Deb...
Ele não terminou a frase. Seus lábios foram sugados pelos meus. Eu o beijei com urgência enquanto o empurrava de volta para o sofá. Quando ele sentou-se, montei nele e voltei a beijá-lo e me esfregar em seu membro duro.
- Calma Deb, ou vou gozar sem nem tirar minha calça. – Ele disse quando nossos lábios se separam. Tentei me acalmar e para esfriar um pouco as coisas, levantei, desliguei a televisão e liguei o aparelho de som. Estava tocando We Are Young da banda Fun. Com a Janelle Monáe.
- Amo essa música e acho que ela cai como uma luva pra nossa noite. – Digo pro Di.
- Porque você acha isso?
- Por causa do refrão. – Digo e cantarolo o trecho.


Tonight
We are young
So let's set the world on fire
We can burn brighter
Than the sun

Hoje à noite
Nós somos jovens
Então vamos deixar o mundo em chamas
Nós podemos queimar mais brilhantes
Que o sol



- Você realmente quer deixar o meu mundo em chamas, não é? – Diego diz, levantando do sofá e vindo em direção a minha estante de livro. – Escolha interessante de livros.
Eu apenas sorrio e paro ao lado dele. Se ele soubesse do que se trata a maioria desses livros, aposto que ficaria vermelho.
- Você curte um livro hot, heim? – Ele diz sem nem ao menos tirar os livros da prateleira.
- Você os conhece? – Pergunto espantada.
- Alguns. – Ele admite. – Mas não é muito a minha leitura. Gosto mais de livros de menino. Pouco romance e muita ação, suspense e terror.
- Agora eu choquei. – Brinquei com ele. – Além de lindo e bom dançarino, culto. Estou ferrada contigo.
Ele passou a mão pela minha cintura e me abraçou. Sussurrando em meu ouvido. – Qual deles que te deixou com maior tesão?
Sua voz me deixou arrepiada.
- Nenhum me deixa com mais tesão que a sua voz no meu ouvido.
- Você gosta quando falo no teu ouvido? – Ele perguntou, colando seu corpo ao meu e ficando mais perto do meu ouvido.
Apenas balancei a cabeça, incapaz de formular uma resposta. Ele se afastou um instante para pegar um livro e vi que ele estava com o Peça-me o que quiser da Megan Maxwell nas mãos.
- Você já fez alguma das coisas que tem nesse livro? – Ele perguntou, olhando-me nos olhos.
- Não. Você já? – Perguntei, realmente curiosa sobre isso.
- Poucas. – Ele disse simplesmente.
- Vai me fazer implorar por mais informações? – Sorri pra ele.
- Eu adoraria ver você implorar. – Ele disse.
Ambos sabíamos que ele não estava falando sobre implorar por informação e isso se tornou mais evidente quando a mão dele chegou até o meu seio e o acariciou por cima do tecido da camisola.
- O que você fez Diego? – Eu perguntei com a voz rouca.
- Fui a uma casa de Swing e fiquei observando alguns casais transarem. – Ele falou e levou sua mão em direção a minha barriga. – Eu fui convidado a participar de uma dupla penetração.
Ele parou sua mão exatamente em cima da minha calcinha e fez uma leve pressão. Eu gemi de leve e inconscientemente me aproximei.
- E você participou? – Perguntei, tentando imaginar como deveria ser a sensação de ser duplamente penetrada. Estremeci de medo e uma curiosidade que beirou o desejo de experimentar coisas tão diferentes para mim.
- Sim. – Ele responde baixinho e abaixa o rosto para beijar meu pescoço. – Você nunca fez nada assim, Deb?
- Nada de dupla penetração, sexo com mulher, ou com alguém olhando. – Disse, um pouco tímida por falar sobre as minhas peripécias sexuais, que se resumiam a posições variadas e sexo oral.
- E você tem curiosidade de experimentar? – Ele pergunta, agora acariciando de leve entre minhas pernas enquanto beija meu pescoço.
- Eu... – Gaguejo quando ele coloca a mão por dentro da minha calcinha.
- Você....
- Eu tenho curiosidade e medo. – Respondi sinceramente, entre gemidos baixos.
- Ter curiosidade já é o primeiro passo, mas os passos mais importantes é dialogar com seu parceiro e conhecer seu próprio corpo. – Ele fala e dá beijos no meu pescoço, orelha e queixo. – Você conhece o próprio corpo, Deb?
Eu não respondi. Ele estava acariciando meu clitóris tão lentamente que o máximo que eu consegui fazer foi gemer, e mexer meu quadril para ficar mais próximo dos seus dedos.
- Responde Deborah. – Ele falou e pressionou mais apertado meu clitóris me fazendo ofegar. Se ele continuar dessa forma, eu irei ter um orgasmo em breve. Muito breve. – Me diz Deb, você se masturba?
As leves pressões somadas aos movimentos lentos estavam me levando à loucura. Meu Deus, eu estava para ter um orgasmo em pé no meio da minha sala com apenas alguns toques de seus dedos e ele ainda queria que eu respondesse a alguma pergunta... Como eu poderia responder qualquer coisa?
- Responda ou eu paro. – Ele disse, parando com os movimentos que fazia dentro da minha calcinha.
- Não, Diego. Não pare. – Eu disse, quase em desespero. 
- Eu sabia que te ver implorar seria extremamente sexy. – Ele disse sorrindo. – Agora me responda, você se masturba?
- Eu... Sim. – Respondi baixinho. Tenho certeza que nunca na minha vida eu tinha ficado com mais vergonha do que agora ao admitir isso para ele.
- Puta que pariu, Deb. Você sabe o quanto é sexy ver uma mulher se masturbando? – Ele sussurrou baixinho no meu ouvido com a voz rouca. – Você faria para mim?
Por um instante eu não sei o que responder. Só de imaginar a cena, sinto vergonha e tesão ao mesmo tempo.
- Não sei se eu conseguiria, mas posso tentar. – Eu disse baixinho e com a respiração entrecortada por causa das sensações que os dedos dele estavam me causando.
- Porra, só de imaginar você toda aberta e se masturbando pra mim, eu já fico louco. – Ele falou, aumentando a pressão e a rapidez dos movimentos no clitóris, quando eu já estava a ponto de ter um orgasmo, ele retirou a mão e me fez olhar em seus olhos.
- Deborah, eu preciso que você tenha certeza do que quer. Posso ti dar um orgasmo usando apenas meus dedos e paramos por aqui ou podemos fazer amor até estarmos exaustos. – Ele falou sério e tenso.
- Exaustão me parece uma coisa boa. – Respondi cheia de tesão.
Quando fiz movimento para retirar minha camisola, ele balançou a cabeça em negação.
- Ainda não. – Ele disse. – Na sua cama ou no sofá?
- Cama. – Respondi, pegando em sua mão e o levando para meu quarto.
Quando chegamos ao quarto, ele me pegou pela cintura, me virando para ele e sem falar nada, me beijou enlouquecidamente. Nossos corpos colados, minhas mãos vagando entre seu pescoço, ombros, braços, peitoral e quando cheguei a parte da frente da sua calça, a encontrei rígida e incrivelmente grande. Enquanto eu exploro o corpo do Diego, ele explora o meu. Sinto suas mãos vagarem pelas minhas costas, passando pela minha bunda, quadril, subindo em direção ao meu seio e quando chega, encontra meus mamilos intumescidos e excitados. Ele dá um leve apertão e suspiro em seus lábios. Uma de suas mãos vai para meu pescoço, nuca e repousa em meio ao meu cabelo. Quando ele fecha a mão no meu cabelo e dá um leve apertão, sinto prazer. Ele reconhece o prazer que sinto. Seu beijo se torna mais intenso e dando alguns passos, chegamos a minha cama.
Ele interrompe o beijo e senta-se na beirada da cama.

- Espera dois segundos, vou buscar uma coisa. – Eu digo e saio correndo até a sala. Antes de voltar para o quarto, vou até o aparelho de som e aumento o volume. Está começando a tocar Me deixas louca na voz de Maria Rita.



Quando volto, Diego está apenas de cueca boxer branca, sentado com as costas na cabeceira da minha cama. Sua visão me deixa em brasa. Aquele corpo lindo, contrastando com a cueca, me faz gemer sem nem ao menos ter tocado nele.
- Eu quero fazer uma coisa. – Eu falei apontando para o brigadeiro que peguei na sala.
Ele apenas me olhou e disse:
- Tira sua roupa. – Enquanto veio sentar na beirada da cama.
Não precisei responder, eu queria isso. Queria tirar minha roupa na frente dele. Queria ter seus olhos sobre mim, enquanto me dispo. Poder ver sua fisionomia enquanto eu baixava a alça da minha camisola lentamente, me fazia sentir poderosa e linda. Saber que ele me deseja, me deixa desinibida.
Aos poucos e mesmo sem muito jeito para dançar, começo a me balança ao som da música e a cantarolá-la para ele. Pois a letra tem tudo a ver com o que ele faz comigo, ele me deixa louca. Antes de deixar a segunda alça cair e levar para o chão minha camisola, eu me aproximo dele. Sem tocá-lo e com os olhos colados aos seus, eu deixo minha camisola escorregar pelo meu corpo até cair no chão ao meu redor. E canto:

"E quando sinto que teus braços se cruzaram em minhas costas
Desaparecem as palavras
Outros sons enchem o espaço
Você me abraça, a noite passa
E me deixas louca."

Estou apenas de calcinha na frente dele e seus olhos estão mais escuros, sua respiração está acelerada e vejo que ele está com os braços tensos. Provavelmente com vontade de me tocar, mas não querendo atrapalhar meu mini strip-tease.
- Tira a calcinha. – Ele fala, agora com a voz completamente rouca. Esse seu tom me deixa mais excitada. Como se isso fosse possível.
Continuo dançando lentamente ao som da música, com os olhos fechados e sem muita desenvoltura, vou retirando minha calcinha e viro de costas para ele. Quando fico nua, estou a poucos centímetros dele e sinto quando suas mãos percorrem meu corpo.
- Linda. - Ele me puxa e beija a tatuagem em minhas costas. – Depois você vai me explicar direitinho o significado disso aqui. – Fala e passa a língua circulando o meu Yin yang. – Porque agora quero te beijar inteirinha. – Pega na minha cintura e me vira de frente para ele colando nossos corpos.
Como ele está sentado e eu em pé, seu rosto fica na altura dos meus seios. Ele não espera nem um segundo antes de beijar, sugar e dar leves mordidas no meu seio e sua outra mão vai em direção ao outro seio, onde ele massageia, aperta e acaricia. Minhas mãos vão imediatamente para sua cabeça e seus ombros. Preciso de um apoio para me equilibrar, já que minhas pernas parecem gelatinas.
Inclino-me para lhe dar melhor acesso aos dois seios que pedem atenção em igual proporção e Diego não decepciona. Ele ataca meu outro mamilo como se estivesse esfomeado e eu fosse um banquete completo.
Quando estou ofegante e quase implorando para que ele me penetre de uma vez, lembro-me do brigadeiro. Dou um leve empurrão em sua cabeça para me afastar dele.
- Diego, fica em pé. Por favor. – Digo timidamente.
Ele mesmo que não sabendo exatamente o que vou fazer, levanta-se. Lentamente, eu começo a passar minhas mãos pelo seu corpo, seus músculos estão rígidos e sinto que ele tem o coração disparado. Quando minhas mãos passam pelo seu peito e vão em direção ao elástico da sua cueca, sinto ele prender a respiração. Com muito cuidado libero sua ereção e sinto meu queixo cair quando vejo.
- Deus, ele é enorme. – Digo mas para mim do que para ele e ouço Diego dar um pequeno riso.
- Deus, não. Meu nome é Diego, Panterinha. – Ele brinca, mas sua brincadeira acaba quando eu coloco minhas mãos em seu membro. Novamente ele está com a respiração presa. Quando começo a acariciá-lo, Diego geme de olhos fechados. – Oh, Deb. Você me dá um tesão enorme. Estou doido pra estar dentro de você.
Ouvi-lo falar dessa forma, me leva as alturas. Sem que ele perceba, abaixo-me, ficando de joelhos e coloco a cabeça de seu pau em minha boca. Diego geme e solta vários palavrões. Sua boca suja está me excitando e me incentivando.
Como o pau dele é muito grande, pouco cabe na minha boca, mas tento dar atenção para todo o comprimento e também para suas bolas. Lambo, beijo e sugo com vontade, mas sinto que está faltando algo. Quando paro para pegar o brigadeiro, vejo que ele senta-se na cama.
- Você me deixou de perna bamba. Quase não consegui me controlar. – Ele diz me olhando com cara de quem vai me fazer pagar por ter feito isso pra ele.
- Você não viu nada. – Digo, me sentindo corajosa depois de ver o que consigo fazer com ele. – Eu ainda não acabei.
Depois de dizer isso, dou um leve empurrão nele, para que ele caia deitado na cama. Com os dedos passo brigadeiro na cabeça de seu pau e passo a chupar com mais afinco, com uma mão masturbo o restante do seu membro e com a outra massageio suas bolas.
- Caralho Deborah. Puta que pariu que boquete delicioso. – Ele geme e segura meus cabelos. – Isso, Deb. Chupa gostoso.
Ouvi-lo falar assim, me deixa perto de gozar e pelo visto ele também está muito perto, pois segura meus cabelos com mais força e me pede para parar.
- Fique bem quietinha. – Diz bem baixinho quase sussurrado. - Agora é minha vez.

Sem me dar tempo para pensar, ele me puxa e me joga em cima da cama. 



Continua na terça feira...




Ps.: Não, não é sacanagem. Acaba ai mesmo, mas... tem sempre um mas... Vou ser boazinha e adiantar o capítulo sete lá no meu grupo no facebook (Não faz parte? Cliquei aqui ). 

Beijos,

M.A.

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